"Rock n Roll, Cerveja, Pornografia, Literatura, Mavericks, Gatos, Trasheiras e afins"
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Novo álbum do Megadeth!
Já está nas prateleiras o Super Collider, novo trabalho do Megadeth. Quem quiser adquirir, a Omisso Records está trazendo-o em dois formatos. CD Limited Edition e LP. Dá uma olhada nos links aí:
Super Collider LP duplo
Super Collider - CD Limited Edition
CDX
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Somewhere In Time e Seventh Son saem hoje!
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Maiden England já a venda!
Finalmente já está na Omisso Records o Maiden England '88 do Iron Maiden! Está no bem sentido... é pré-venda hehehe. Lançamento oficial dia 25 de março!
Saca só:
LP Maiden England '88 - Duplo - Picture Disc
CD Maiden England '88 - Duplo
DVD Maiden England '88 - Duplo
Desconto pra quem disser que viu no Mover, Matar e Destruir! Irá!
CDX
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Maiden England!
Jimi Hendrix Alive!
| 1. Earth Blues |
| 2. Somewhere |
| 3. Hear My Train A Comin' |
| 4. Bleeding Heart |
| 5. Let Me Move You |
| 6. Izabella |
| 7. Easy Blues |
| 8. Crash Landing |
| 9. Inside Out |
| 10. Hey Gypsy Boy |
| 11. Mojo Man |
| 12. Villanova Junction Blues |
CDX
domingo, 11 de novembro de 2012
Pictures Disc do Iron Maiden
domingo, 21 de outubro de 2012
Novos discos picture disc do Maiden
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Novos discos do Maiden
CDX
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Massa!
CDX
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Toca-disco I
Nessa viagem que fizemos à Europa trouxe algumas aquisições para minha coleção hehehe. Por lá o esquema do vinilzão voltou a ser forte, sendo que todos os artistas mais populares lançam seus álbuns em versões especiais em vinil. De Lady Gaga à Judas Priest!
Essa foto abaixo é da Virgin Store em Paris, onde são 3 andares só de música e filmes. Dá uma olhada nas prateleiras de vinis! Tudo novinho e lacrado! Fiquei bobo!
Mas esse post na realidade é para falar sobre algo tão importante quanto o disco raro que você tem em casa: o toca-discos. Claro que com essa nova onda do vinil, os fabricantes de eletrônicos não demoraram a voltar a fabricar novos e modernos modelos de toca-discos para todos os gostos e bolsos.
Estou satisfeitíssimo com o meu bom e velho Telefunken PS-900 de madeira! Toca muito bem e com qualidade. Mas se tivesse grana (e olha que não precisa muita) e espaço, compraria sem pestanejar uma dessas belezuras abaixo:
1- Toca-discos que converte o vinil para mp3:
Essa é a proposta desse modelo da Ion. Trata-se do Ion IT-21Quick Play LP que enquanto rola o bom e velho bolachão ele copia as faixas via cabo USB direto pro seu PC de forma rápida e prática. Se você tem algum disco raro que nunca saiu em CD, essa é a máquina que você precisa para digitalizar sua preciosidade.
Preço no Mercado Livre:R$ 350,00. Preço nos USA (Amazon): US$ 35,00
2- Toca-discos que converte para mp3 direto no pen-drive:
Mas se você quer algo ainda mais prático, para transformar seu disco em mp3 e já sair ouvindo, o modelo preciso para isso é o Ion IT-28 Quick Play Flash. Esse é sensacional. Ele tem uma entrada USB onde você pluga o pen-drive e o aparelho converte para mp3 e já salva direto no pen, sem precisar passar por computador nenhum. Rápido e direto!
No Mercado Livre: R$ 300,00 e pela Amazon: US$ 57,00
3- Toca-disco com HD interno:
Já flagrou que a fabricante Ion é especializada em inovações referentes a toca-discos né? É também da Ion essa paradinha aqui que junta todos os recursos que eu falei anteriormente e muito mais. Por 420 dólares você pode ter um Ion LP2 CD. Além das funcionalidades de converter para mp3, ele tem uma gaveta para CDR que permite gravar diretamente um CD com as faixas do disco. Além disso ele possui um tipo de HD interno, que permite copiar as músicas executadas pelo disco e armazená-las, para posterior reprodução ou gravação. Ah, ele também tem conexão com internet o que permite identificar o aritsta e álbum que está sendo reproduzido, nomeando assim automaticamente as faixas no CD a ser gravado! Genial!
Aqui por essas bandas custa R$ 1450,00. Lá fora sai por US$ 420,00.
4- Toca-discos vertical:
Talvez o mais legal de todos, seja esse Ion IT-27 Vertical Vinyl. Simplesmente porque ele pode ser fixado na parede e reproduzir o disco na vertical! É isso mesmo! Hipnótico! Não sei bem como é a estrutura do braço (pois a lógica é ele cair), e tem alguns reviews falando bem e outros nem tanto desse aparelho, mas eu achei massa! Algumas das críticas estão no fato do aparelho possuir alto-falantes embutidos e não permitir que seja ligado em um falante ou receiver externo. Isso se deve ao fato de que a proposta da Ion era fazer um aparelho com visual "clean" sem fios pendurados pela parede. Tanto que ele funciona com 4 pilhas (mas aceita também uma fonte). Fato é que, além de ser totalmente portátil e fácil de levar para qualquer cafundó, ele TOCA NA PAREDE VEIO! Legal mesmo.
Na Amazon sai por apenas US$ 50,00. No Mercado Livre você também acha na faixa de R$ 400,00.
Veja o vídeo abaixo do brinquedo:
5- Toca-disco portátil:
Agora se você procura um aparelho que além de portátil, também agrege a função de converter para mp3, então estamos falando do Ion IT-33 LP2 GO. Essa criança faz tudo o que o anterior Ion faz. Mas ele é mais compacto e permite ligar speakers e amps externos. Mas não roda na parede!
Amazon: US$ 60,00. Aqui pelo Brasil não vi ainda...
6- O Toca-disco Kombi:
Agora genial, sensacional mesmo, é esse toca-disco Kombi! Quase gozei quando descobri. É simplesmente coisa de japonês: uma Kombosa, com uma agulha de tocar embaixo e um speaker em cima! Ela corre em círculos sobre o vinil e com isso o reproduz!
Não sei se é precisa a reprodução das faixas. Não sei se tem algum risco de danificar ou riscar o disco. Não sei se o áudio é de boa qualidade. Talvez se o disco tiver algum risco a Kombi pode perder a trilha e capotar! Mas que é legal pra caralho isso é!
US$ 99,00 lá no Japão!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Discos raros ( e caros) - parte 5
Nesse post vou apresentar-lhes um dos itens mais raros e curiosos da história do vinil: os flexi discs. Como a maioria sabe, os discos fonográficos começaram a ser moldados com um material duro e quebradiço (a goma-laca). Isso foi até idos de 1948, quando então surgiram os discos de vinil propriamente ditos: altamente resistentes, leves, e flexíveis (até certo ponto). Mas o verdadeiro conceito de flexibilidade entre os discos surgiria depois na Rússia: os flexi discs, discos tão flexíveis que podiam ser enrolados como um tubo de cartolina!
Na realidade tudo começou com a necessidade. Sempre ela, a mãe da invenção. Acontece que na Rússia comunista do pós-guerra, não era permitido a importação de discos, e tão pouco era autorizado que gravadoras locais lançassem álbuns de artistas estrangeiros. Naqueles tempos sim era difícil ouvir um Rock n Roll. Mas os russos, povo muito criativo, deu um jeito.
Tudo começava com um disco de vinil original, contrabandeado da Europa Ocidental. Esse disco chegava às mãos dos russos como uma "matriz". A partir dele era "pirateado" os flexi discs que eram gravados de forma artesanal. As faixas do disco original eram transpostas para o novo disco, que não era de vinil, visto que esse material era difícil de se obter no país comunista. Como matéria-prima dos flexi discs eram utilizadas velhas chapas de raio-X ! Os flexi discs na Rússia eram conhecidos como "bones", "ribs" ou "roentgenizdat". Bones (ossos) , Ribs (costelas) eram associações óbvias, devido às chapas de raio-X. Já roentgenizdat vinha da fusão das palavras russas roentgen ray (raio-X) e izdat (editora).
Os punks adoravam o estilo flexi disc de ouvir música. A manufatura caseira dos discos condizia com a ideologia punk do "faça você mesmo". Os headbangers que vieram depois a utilizar também a técnica dos flexi discs, igualmente aclamavam o jeitinho russo de fazer metal: quer esquema mais true do que um disco estampado com uma fratura exposta, ou um crânio rachado?
Com o passar dos anos os flexi discs deram uma aprimorada, e os fleximakers passaram a obter vários materiais para confeccionar seus flexis: passou-se a utilizar todo tipo de plásticos, sendo que o resultado foram discos dos mais variados formatos, cores, e até com diferentes flexibilidades. Alguns chegavam a ser totalmente dobráveis!

Fato é que essa flexibilidade era de certa forma fundamental. Se a polícia te pegasse com um disco pirata desses, era cascudo e xilindró na certa. Dobrar a parada e esconder facilmente as evidências do "crime" era a possibilidade que se tinha para escapar dessa furada.
Mas nem tudo era festa nos flexi discs. Eles tinham sérios problemas. Não precisa nem dizer que a qualidade sonora era de ruim para péssima. Imagina se um disco gravado na quiçuba do cú da Rússia, escondido da polícia, usando uns plásticos de bunda achados no lixo ia ter a mesma qualidade de um LP saído da fabrica da EMI.
Outro problema é que o processo caseiro de gravação facilmente se danificava: riscos e imperfeições na superfície dos flexis eram coisa normalíssima. E os disquinhos eram tão finos, e tão leves, que as vezes eles não funcionavcam no toca-disco. Isso acontecia porque a bandeja do aparelho rodava, mas o disco ficava "flutuando" sobre ela. Para esse empecilho, alguns fleximakers chegaram a desenvolver espaços no próprio flexi disc onde era possível encaixar uma moeda, para dar o peso necessário ao disco, para o mesmo ser reproduzido!
Talvez o problema mais sério desses curiosos discos era o fato deles serem gravados em tamanho de 7 polegadas (como se fosse formato Ep) e apenas de um lado. Os discos de vinil convencionais tinham 12 polegadas e música dos dois lados. Assim sendo, para copiar um álbum com 60 minutos de duração por exemplo, era necessário gravar uns 6 flexi discs! Um LP duplo original resultava em uns 10 flexi discs no mínimo! Tem noção da dificuldade? E você que achava que virar o vinil do lado A para o lado B era um saco! Há relatos de músicas mais longas que tiveram que ser fracionadas em 2 discos! Carai!
Graças a Dio a Rússia hoje não é mais assim, e os irmãos roqueiros e headbangers de lá podem apreciar uma música com a qualidade que merecem. Aliás um abraço pro povo de lá, temos 45 visitantes que acompanham o blog direto dos confins russos! Cпасибо!
Hoje os flexi discs sobrevivem como itens de coleção muito cobiçados. Um flexi disc russo original pode ter seu valor variando entre 50 a 450 dólares. Eu disse UM flexi disc. Se for um conjunto deles que fecha um álbum completo, dependendo do artista, da conservação e integridade musical do mesmo, pode valer até mil ou dois mil dólares (vai depender também de quantos flexi discs integram o pacote). Um exemplo mais específico pode ser um Somewhere In Time do Maiden. O preço do LP normal, edição russa (de quando foi liberado a fabricação) é de U$24,00. A versão da época do lançamento, em Flexi Disc custa U$75,00
Claro que depois dos russos a moda se espalhou, chegando até os EUA e Japão, onde a técnica foi apurada, e os flexi discs eram utilizados não somente para música, mas também como manual de instruções, curso de idiomas, audio books entre outras coisas. Quase sempre eram vendidos acompanhando um livro ou revista.
Mais recentemente, nos anos 90 e 2000, algumas publicações especializadas lançaram uns flexi discs comemorativos para quem quissesse conhecer essa peça da história do vinil. Foi assim que tive a felicidade de obter um desses, com uma faixa do Sepultura.
CDX
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Discos raros (e caros!) - parte 4

Pode não ser o mais raro dos discos da Donzela mas é certamente o mais cobiçado e emblemático de todos. No final de 1978 o Maiden, antes de fazer fama, juntou seus trocados e panos de bunda e gravou em estúdio 4 faixas que foram compiladas no famoso Soundhouse Tapes.
A gravação se deu em 30 de dezembro de 1978, justamente porque o Maiden estava quebradaço de grana, e essa era uma data mais em conta. Custou-lhes o equivalente a 1200 reais em grana de hoje. Foram gravadas naquela noite Strange World, Prowler, Iron Maiden e Invasion.
Conseguiram fazer a sonhada gravação, mas gastaram todo seu dinheiro para isso, não sobrando nem uns trocados pra se hospedar em um hotel. Sem ter para onde ir, o jeito foi descolar uma festa de reveillon para encher o tanque. E lá foram Steve Harris, Paul Dianno, Dave Murray (único guitarrista na época) e Doug Sampson (então baterista, que deve amargar até hoje ter saído da banda).
Na festa o Paul Dianno catou uma piriguete, enfermeira, que topou hospedar a trupe de metaleiros. O charme de Dianno salvou a noite. Assim a galera dormiu no chão da casa da mina enquanto o Paul dava umazinha...
Com a demo tape na mão, sem masterização, a banda conheceu Neal Kay, DJ responsável pela famosa casa Soundhouse, um clube de metal por assim dizer. Ele se dispôs a tocar a demo em algumas noites. Logo que começou a tocar as composições, o público adorou, e o sucesso começou a bater na porta do Maiden.
O Soundhouse contava também com uma publicação (um fanzine) onde listava e comentava as músicas mais pedidas pelo público. Logo de cara Prowler saltou para a primeira colocação, e lá ficou por 3 meses!
Em pouco tempo o Iron foi convidado para se apresentar na casa que lotou. A fama do Maiden começou a se espalhar, chegando aos ouvidos de Rod Smalwood, que viria a ser empresário da banda tempos mais tarde.
Rod ouviu a demo e ficou impressionado e resolveu entrar em contato com Steve Harris. Marcou de assistir um show deles para ver o que achava. Smalwood foi espertão, e chegou ao show sem se identificar. Caso o som fosse ruim pra caralho ele ia sair fora de fininho. Mas o empresário não conseguiu assistir o Maiden naquela noite. A banda estava com tudo montado no palco, pronta para começar, mas estavam esperando alguns amigos de East London que se atrasaram. O dono do lugar queria que eles começassem logo, mas Steve Harris disse que não tocaria sem seus amigos presentes. Só sei que acabou em treta! O baixista se enfezou e falou para o dono que se ele queria tanto que a banda começasse, então que ele mesmo tocasse, e começaram a desmontar tudo. Não teve show!
Depois do ocorrido Rod foi conversar com Steve, que assugurou que no próximo show seria diferente. E foi mesmo, até demais. Acontece que mais uma vez Rod foi ver o Maiden, mas não viu Paul Dianno cantando. Isso porque o Paul foi preso ao tentar entrar no local do show com uma faca escondida. Deu zica! Foi pro xilindró e deve ter levado uns pedalas na orelha!
Rod já deveria estar pensando: "Oh bandinha de merda... tá foda ver esses cabeludos tocando!" quando sugeriu para Harris que ele mesmo cantasse para não perder o show. O líder da banda topou, e acabou sendo um show diferente, que mesmo assim impressionou o empresário.
Daí em diante a coisa só cresceu. Mas a demo com 4 faixas ainda não era um disco. Foi então que por sugestão do Rod Smalwood que o Iron Maiden prensou um EP com 3 faixas (deixaram de fora Strange World), o que facilitou ainda mais a divulgação da banda, dessa vez com uma apresentação mais "profissonal". Agora divulgavam seu trabalho com um EP e não com uma fita cassete ranhenta.
Os fãs sempre pediam por material da banda mas eles não tinham o que oferecer. O EP veio em boa hora, e passou a ser vendido pela própria banda durante seus shows e via correios. Para quem ainda não se convenceu da raridade desse disco, basta dizer que a banda mandou fazer 5 mil cópias. Na primeira semana foram vendidos aos fãs 3 mil discos, e na segunda semana os discos já haviam se esgotado. Quanto custava? Na época o Soundhouse Tapes era vendido por 1,20 libras (o que hoje daria uns 7 reais!). Hoje pode valer até 2 mil dólares (3.200 reais)!
O compacto de 7 polegadas, tem 3 faixas, duração de 11 minutos e uns quebrados, e traz sua capa vermelha com uma foto do Paul Dianno sem camisa em uma das lendárias apresentações no Soundhouse. No verso um texto do DJ Neal Kay apresentando a banda, manuscrito com a letra de Steve Harris.

Começaram a chover ligações para Steve Harris e Rod Smalwood, das mais variadas lojas de discos de Londres, encomendando mil, 2 mil, 3 mil cópias do EP para revender. E é aí que reside a raridade desse disco. Ele nunca foi reprensado. Quem adquiriu a primeira edição (dentro daquelas 2 semanas) teve sorte. Rod e Steve se mantiveram firmes, e deixaram o público fervilhar atrás do disco.
Em pouco tempo a notícia chegou aos ouvidos da EMI que ofereceu um contrato para a banda. E foi aí que começou a brincadeira e em fevereiro de 1980 o Maiden lançaria seu primeiro disco: Iron Maiden (clique aqui para download)!
O Soundhouse Tapes nunca foi vendido comercialmente, assim quem comprou na época foi feliz. Como o mercado tinha uma alta procura por essa raridade, começou-se a piratear aos montes o EP nas décadas de 80 e 90. Hoje existem trocentos milhares de piratas, alguns bem toscos e mal acabados, outros bens semelhantes a um original, tanto que para confirmar a autenticidade tem uma série de pequenos detalhes que devem ser averiguados, como tipo da capa, coloração, marcas de prensagem no disco, selo adesivo. Conclusão da brincadeira: um original custa entre 1200 e 2000 verdinhas (dependendo do estado de conservação). Um pirata toscão, fabricado no Brasil, custa na faixa de 80 reais, e um bem elaborado, bem parecido com o original, custa na faixa de 150 a 200 reais (e olha que mesmo esses são difíceis de se encontrar).

Curioso? Baixe aqui o Soundhouse Tapes!
CDX
domingo, 21 de agosto de 2011
Discos raros (e caros!) - parte 3
Conforme já tinha falado no primeiro post dessa série, eu coleciono os bolachões do Iron a algum tempo, e ainda estou meio longe da minha meta. Gostaria de completar os álbuns de estúdio e além disso, se Dio permitir, adquirir uma cópia (pirata) do Soundhouse Tapes e uma do quádruplo Best of the Beast. Esse último é sensacional, trazendo em um box quatro discos com 7 faixas a mais do que a mesma coletânea em CD, e ainda um book em tamanho vinil contando a história da Donzela de Ferro em 54 páginas.
Essa peça é rara mais não é impossível. Porém é cara pacas. É avaliada aqui no Brasil em torno de 600 a 1.200 reais dependendo do estado de conservação e do humor do vendedor. Atualmente tem 2 peças dessa a venda no Mercado Livre pelo valor de R$ 700,00.
Os cinco álbuns de estúdio que faltam na minha coleção:
- X-Factor: primeirão do Blaze Bayley no Maiden! Esse disco saiu originalmente no formato duplo clear vinyl (LP transparente) e inflacionou muito nos últimos anos. Considero difícil de achar, apesar de atualmente estar à venda no Mercado Livre e seu preço ronda de 300 a até 800 reais.
- Virtual XI: outro também um pouco foda para achar. Saiu originalmente no formato duplo apesar de existirem versões não oficiais em vinil picture disc. Como é um disco que já vai pra mais de 12 anos de lançamento, seu preço pode variar conforme o estado de conservação. Preço: entre 250 e 500 reais se for o original. Cópias picture são mais fáceis de achar. Custam em torno de 150 a 200 reais.Atualmente tem dois desses sendo vendidos na net.
- Dance of Death: esses três últimos que faltam eu não comprei ainda por pura sem-vergonhice e desleixo, pois são fáceis de achar (e não tão fáceis de serem pagos). O Dance of Death se encontra facilmente em ótimo estado de conservação e até lacrado por se tratar de um lançamento relativamente recente. Custa entre 120 e 160 reais . Versão dupla picture disc!
- A Matter of Life and Death: mesma coisa que o Dance of Death. Dá para achar um lacradinho por aí se procurar com atenção. Custa na mesma faixa de 120 a 160 reais.
- The Final Frontier: o último lançamento de estúdio do Maiden. Esse dá para comprar lacrado até mesmo em lojas conhecidas como Hellion, Submarino e Amazon. Custo de 120 a 150 reais.
E dos discos que gostaria, o último seria uma cópia piratosa do Soundhouse Tapes.
Esse EP de 7 polegadas, tem 3 faixas, duração de 11 minutos e meio, e traz sua capa vermelha com uma foto do Paul Dianno sem camisa em uma das lendárias apresentações no Soundhouse. No verso um texto do DJ Neal Kay apresentando a banda, manuscrito com a letra de Steve Harris. Teve uma tiragem original de 5 mil exemplares.
Custa entre 1200 e 2000 verdinhas (dependendo do estado de conservação). Um pirata toscão, fabricado no Brasil, custa na faixa de 80 reais, e um bem elaborado, bem parecido com o original, custa na faixa de 150 a 200 reais (e olha que mesmo esses são difíceis de se encontrar).
Por isso que digo que gostaria de ter uma cópia pirata dessa raridade. Simplesmente porque o original é bem difícil de se encotrar. Porque é tão difícil e tão raro? Bem, vou contar-lhes essa historinha no nosso próximo post...
CDX
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Discos raros (e caros!) - parte 2
E não estamos falando do primeiro disco do Roberto Carlos! O disco mais raro e caro do Brasil é chamado Paêbirú e foi gravado por Zé Ramalho e Lula Cortês. Não chega a ter um valor de mercado do That´ll Be The Day, mas se eu tivesse uns desses na mão com certeza iria fazer a festa. Esse vinil de 1975 vale em torno de R$ 4.000,00!
Quem é do ramo, afirma que o Paêbirú inflaciou e muito nos últimos anos, devido a grande procura por colecionadores europeus. Os gringos descobriram a Psicodelia Nordestina e pelo jeito gostaram. Provavelmente se você visse esse bolachão em um sebo da vida, antes de ler esse post, acharia que se trata daqueles discos da banca de R$1,50
Mas não se engane: esse vinil vale uma bela bolada, entre outros motivos, por um trágico acontecimento. Em 1975 Lula Cortês, Zé Ramalho, e mais um bando de convidados especiais (como Alceu Valença) reuniram-se no estúdio Rozenblit em Recife para a gravação do álbum folk psicodélico Paêbirú. A gravação e prensagem do disco correram bem. Os discos foram fabricados no mesmo local, pois o Rozenblit, além de estúdio também era fábrica, armazém e distribuidor de vinis.
Acontece que, antes de ser levado ao mercado, uma enchente atingiu a cidade do Recife, e destruiu o estúdio Rozenblit e também os discos que lá se encontravam. Salvaram-se apenas 300 cópias, que a mulher de Cortês levou para casa antes do ocorrido.
Os caras desanimaram com a tragédia e nunca regravaram o álbum cujas gravações originais também foram destruídas na enchente. Para você não ficar triste com a história, sente só o sex appeal dos caras na época da gravação:
Em 2004 o selo alemão Shadoks relançou o Paêbirú em vinil, uma edição para colecionadores, mas segundo Cortês eles o fizeram sem autorização. Até hoje corre um processo por uso indevido do trabalho e ele permanece como o disco mais raro do Brasil.
Curioso? Então olha aí do que se trata:
Na parte 3 passaremos a falar de Iron Maiden! Até lá!
CDX
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Discos raros (e caros!) - parte 1
Eu como bom colecionador de discos não deixo de ter aqui em casa os meus xodós. Na minha coleção, destaco um Paranoid de 1970, o disco mais antigo que tenho, originalzinho americano da época que a Warner Bros ainda mexia com discos de vinil! . Se parar para pensar que é um bolachão de 41 anos que funciona certinho, é impressionante.
Outros que tenho apego especial são os discos de bandas nacionais. Tenho os discos do S.P. Metal volume I e II. Trata-se de raridades lançados em 1984 e 1985 pela Baratos e Afins, compilando duas músicas de várias bandas de hard e heavy de destaque na cena underground paulista, em um tempo em que nenhuma banda no país havia conseguido lançar um LP ainda. É a primeira compilação de metal do Brasil! No ano seguinte finalmente o Harppia conseguiria esse feito, lançando o A Ferro e Fogo (também pelo selo Baratos e Afins que tem sua loja até hoje na galeria do Rock!), primeiro disco de heavy metal nacional. Felizmente também tenho a minha cópia dessa pérola da história musical.
Mas os meus olhos brilham mesmo quando se fala de Iron Maiden. Não é segredo para ninguém. Minha meta vinilzística é completar minha coleção de discos de estúdio do Maiden. O que me falta são 5 bolachões da Donzela e mais 2 especiais, mas este é assunto para outro post.
O assunto desse post é as raridades do mundo dos vinis, que estão se tornando cada vez mais valorizados, justamente pela procura dos aficcionados por música, que encontram no disco uma experência única. Para não me estender muito nesse post, vou falar aqui dos 2 mais raros e caros discos da história. Em posts futuros vou falar da maior raridade brasileira, de outros discos-relíquias (quase sempre devido a atitudes das gravadoras que criaram raridades sem querer), e dos LPs que tenho e pretendo ter (Maiden!).
Disco mais raro:
Na minha opinião e de muitos especialistas o mais raro exemplar de vinil do mundo é o primeiro disco de uma bandinha chamada Quarrymen. Nunca ouviu falar? Pois é... nem eu tinha ouvido. Essa banda inglesa nunca fez sucesso e durou pouco. Mas o que torna o disco uma preciosidade é que, entre os membros da tal banda, estão John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Isso mesmo! O Quarrymen era um embrião do que viria a ser os Beatles, a maior banda de todos os tempos.
Esse primeiro disco do Quarrymen (na realidade um EP) trazia apenas duas faixas, sendo que uma delas nem sequer era uma composição deles. As faixas eram That´ll Be The Day (cover de Buddy Holly) e In Spite of All the Danger (escrita por Harrison e McCartney).
Você pode pensar que tudo bem... a coisa é rara mesmo, é a primeira gravação dos caras que seriam os Beatles. Mas e daí... qualquer um da época poderia ter um disco desses. Não é bem assim. Que se tem notícia, foram feitas apenas duas cópias desse EP em uma gravadora na quiçuba, meio fundo de quintal.
Duas cópias meu nego! Foi gravado em 1958 e nunca mais foram vistas. Até que, em 1981 uma delas voltou a aparecer. Arrumando a sua casa, entre coisas antigas do tempo que fechavam guaraná com rolha, John Duff Lowe achou a única cópia restante dessa relíquia. Lowe tocou com os meninos de Liverpool na época, sendo o pianista do Quarrymen.
Em uma visita à Paul McCartney, contou-lhe sobre o achado, e eis que o ex-Beatle acabou se interessando e comprou o único exemplar de That´ll Be The Way para sua coleção particular. Quanto ele pagou? Bem, essa informação não foi divulgada. Foi uma transação entre amigos. Mas é certo que ele pagou bem menos do que vale hoje.
Na década de 90, Paul remasterizou as duas faixas e mandou fazer cinquenta cópias idênticas do disco, com as quais presenteou amigos, parentes e produtores. Não demorou muito tempo para algumas dessas cópias serem colocadas a venda. A última delas que foi vendida foi arrematada no Ebay em 2004 por US$ 20 mil doletas!
Quanto ao original, único e bem guardado, é difícil de ser avaliado, pois nunca foi colocado a venda, e só pelo fato de pertencer a coleção particular de Paul, com certeza tem seu valor multiplicado. Avaliadores dizem que vale cerca de 200 mil dólares (em torno de 320 mil reais), mas há quem diga que se um dia McCartney colocar o EP a venda, ele baterá o preço recorde do disco mais caro já vendido que segue abaixo.
Disco mais caro:
O mais caro disco da história tem, coincidentemente, ligação com o mundo dos Beatles. Porém um triste elo de ligação. Estamos falando do disco Double Fantasy de John Lennon, que foi lançado em 1980, praticamente um mês antes de seu assassinato.
O disco em si, ao contrário do That´ll Be The Day, foi vendido comercialmente, mas o que o torna uma raridade é o autógrafo de Lennon na capa a as circunstâncias em que o vinil foi autografado.
No dia 8 de dezembro de 1980 John Lennon saiu do edifício Dakota, em Nova York, onde morava. Na portaria um fã chamado Mark Chapman o aguardava com o famoso disco na mão. Cumprimentou Lennon e pediu um autógrafo, sendo prontamente atendido. Alguém inclusive bateu essa foto do momento exato do encontro:
O triste é que aquele foi o último autógrafo do ex-Beatle. Quando retornou ao edifício, cerca de 5 horas depois, Lennon se surpreendeu com o fã que ainda estava na portaria. Porém dessa vez o encontro foi menos cordial: Chapman sacou uma arma, disparou 5 vezes e matou o músico.
O disco foi abandonado na cena do crime, passou pelas mãos da polícia como evidência, e hoje é a peça de colecionador mais cara que se tem notícia. A última vez que foi colocada a venda atingiu o valor de US$ 525 mil (cerca de 840 mil reais).
CDX
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Crônica da Semana > Como a Internet Mudou a minha Vida com uma Frase !

COMO A INTERNET MUDOU MINHA VIDA COM UMA FRASE
Por Leandro CDX Morais
“Possuo muitos pequenos pedaços de felicidade em forma de discos.”
Mr. Manson – Site Coca da Boa
Agora tudo começava a esclarecer-se em minha mente. A felicidade que tanto almejava não era alguma coisa gloriosa, ou um sentimento cármico, quase transcedental. A felicidade estava ali: nos detalhes do cotidiano.
“Possuo muitos pequenos pedaços de felicidade em forma de discos.” Quando li esta frase sensacional em um desses sites da vida, realmente acreditei que seu autor poderia ser algum tipo de messias dos tempos cibernéticos, trazendo sua auto-ajuda misericordiosa. Como não enxerguei isso antes? A minha felicidade estava ali, e sempre esteve nas ínfimas miudezas da vida.
Engraçado como os homens buscam aquilo que desejam, nos lugares mais distantes... e esquecem de procurar ao seu redor. Buscam a compreensão da natureza humana em outros planetas, em outras estrelas... mas não procuram compreender a pessoa ao seu lado. E por acreditar nos homens da sabedoria, também segui essa linha de busca. Procurava ser feliz através dos meios mais tortuosos (será que tudo o que é mais difícil é mais recompensador?), tentando acumular fortunas, colecionar influências, obter honrarias...
Mas um site mostrou-me que o caminho era outro. É o tipo de coisa que as pessoas gastam horas de tratamento, malas de dinheiro, buscando uma resposta sem perceber que a solução está mais próxima do que se imagina. E foi assim que a internet mitigou minha humilde existência.
Olhei para minha coleção de discos de vinil e perguntei a mim mesmo: então eram vocês o tempo todo?! Gurus, terapeutas e mestres são inutéis quando buscamos a nossa volta o que procuramos!
CDX
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Vinil voltará a ser fabricado no Brasil!

Achei massa a notícia.... mesmo as bandas de rock independente terão a oportunidade de lançar seus "discos" novamente.....
O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto, novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou ao G1.
“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.
A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”. De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.”
Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.”
A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”
Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.
Fonte> G1 Notícias
Ueba!!!!
CDX
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Filme da Semana: Flight 666!

O documentário foi feito por Sam Dunn (sim, o mesmo de Headbanger´s Journey e Global Metal) e rendeu além do filme, uma trilha sonora (sendo cada música de um show diferente, inclusive brindando nós brasileiros com uma faixa do show de Curitiba e uma do show de Sampa) lançada inclusive em vinil duplo.... Vinil esse que minha amada me presenteou de aniversário :)
Emocionante assistir a parada e pensar: "Cacete! Eu estava lá!"
Vale a pena assistir! Seja fã ou não,,,,,
Link pra baixar!














