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sábado, 15 de outubro de 2011

Cumbuca de cover : Bruce canta Sabbath!

Em 1994 foi lançado o famoso tributo ao Black Sabbath chamado Nativity In Black. Talvez um dos melhores tributos da história, com participação do Faith No More, Megadeth, Sepultura, White Zombie entre outros.

E desses outros temos Bruce Dickinson cantando Sabbath Bloddy Sabbath ... tem até esse videozinho ao vivo!

Link de donwload!





CDX

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Discos raros ( e caros) - parte 5





Nesse post vou apresentar-lhes um dos itens mais raros e curiosos da história do vinil: os flexi discs. Como a maioria sabe, os discos fonográficos começaram a ser moldados com um material duro e quebradiço (a goma-laca). Isso foi até idos de 1948, quando então surgiram os discos de vinil propriamente ditos: altamente resistentes, leves, e flexíveis (até certo ponto). Mas o verdadeiro conceito de flexibilidade entre os discos surgiria depois na Rússia: os flexi discs, discos tão flexíveis que podiam ser enrolados como um tubo de cartolina!

Na realidade tudo começou com a necessidade. Sempre ela, a mãe da invenção. Acontece que na Rússia comunista do pós-guerra, não era permitido a importação de discos, e tão pouco era autorizado que gravadoras locais lançassem álbuns de artistas estrangeiros. Naqueles tempos sim era difícil ouvir um Rock n Roll. Mas os russos, povo muito criativo, deu um jeito.

Tudo começava com um disco de vinil original, contrabandeado da Europa Ocidental. Esse disco chegava às mãos dos russos como uma "matriz". A partir dele era "pirateado" os flexi discs que eram gravados de forma artesanal. As faixas do disco original eram transpostas para o novo disco, que não era de vinil, visto que esse material era difícil de se obter no país comunista. Como matéria-prima dos flexi discs eram utilizadas velhas chapas de raio-X ! Os flexi discs na Rússia eram conhecidos como "bones", "ribs" ou "roentgenizdat". Bones (ossos) , Ribs (costelas) eram associações óbvias, devido às chapas de raio-X. Já roentgenizdat vinha da fusão das palavras russas roentgen ray (raio-X) e izdat (editora).

Os punks adoravam o estilo flexi disc de ouvir música. A manufatura caseira dos discos condizia com a ideologia punk do "faça você mesmo". Os headbangers que vieram depois a utilizar também a técnica dos flexi discs, igualmente aclamavam o jeitinho russo de fazer metal: quer esquema mais true do que um disco estampado com uma fratura exposta, ou um crânio rachado?

Com o passar dos anos os flexi discs deram uma aprimorada, e os fleximakers passaram a obter vários materiais para confeccionar seus flexis: passou-se a utilizar todo tipo de plásticos, sendo que o resultado foram discos dos mais variados formatos, cores, e até com diferentes flexibilidades. Alguns chegavam a ser totalmente dobráveis!



Fato é que essa flexibilidade era de certa forma fundamental. Se a polícia te pegasse com um disco pirata desses, era cascudo e xilindró na certa. Dobrar a parada e esconder facilmente as evidências do "crime" era a possibilidade que se tinha para escapar dessa furada.

Mas nem tudo era festa nos flexi discs. Eles tinham sérios problemas. Não precisa nem dizer que a qualidade sonora era de ruim para péssima. Imagina se um disco gravado na quiçuba do cú da Rússia, escondido da polícia, usando uns plásticos de bunda achados no lixo ia ter a mesma qualidade de um LP saído da fabrica da EMI.

Outro problema é que o processo caseiro de gravação facilmente se danificava: riscos e imperfeições na superfície dos flexis eram coisa normalíssima. E os disquinhos eram tão finos, e tão leves, que as vezes eles não funcionavcam no toca-disco. Isso acontecia porque a bandeja do aparelho rodava, mas o disco ficava "flutuando" sobre ela. Para esse empecilho, alguns fleximakers chegaram a desenvolver espaços no próprio flexi disc onde era possível encaixar uma moeda, para dar o peso necessário ao disco, para o mesmo ser reproduzido!

Talvez o problema mais sério desses curiosos discos era o fato deles serem gravados em tamanho de 7 polegadas (como se fosse formato Ep) e apenas de um lado. Os discos de vinil convencionais tinham 12 polegadas e música dos dois lados. Assim sendo, para copiar um álbum com 60 minutos de duração por exemplo, era necessário gravar uns 6 flexi discs! Um LP duplo original resultava em uns 10 flexi discs no mínimo! Tem noção da dificuldade? E você que achava que virar o vinil do lado A para o lado B era um saco! Há relatos de músicas mais longas que tiveram que ser fracionadas em 2 discos! Carai!

Graças a Dio a Rússia hoje não é mais assim, e os irmãos roqueiros e headbangers de lá podem apreciar uma música com a qualidade que merecem. Aliás um abraço pro povo de lá, temos 45 visitantes que acompanham o blog direto dos confins russos! Cпасибо!

Hoje os flexi discs sobrevivem como itens de coleção muito cobiçados. Um flexi disc russo original pode ter seu valor variando entre 50 a 450 dólares. Eu disse UM flexi disc. Se for um conjunto deles que fecha um álbum completo, dependendo do artista, da conservação e integridade musical do mesmo, pode valer até mil ou dois mil dólares (vai depender também de quantos flexi discs integram o pacote). Um exemplo mais específico pode ser um Somewhere In Time do Maiden. O preço do LP normal, edição russa (de quando foi liberado a fabricação) é de U$24,00. A versão da época do lançamento, em Flexi Disc custa U$75,00

Claro que depois dos russos a moda se espalhou, chegando até os EUA e Japão, onde a técnica foi apurada, e os flexi discs eram utilizados não somente para música, mas também como manual de instruções, curso de idiomas, audio books entre outras coisas. Quase sempre eram vendidos acompanhando um livro ou revista.

Mais recentemente, nos anos 90 e 2000, algumas publicações especializadas lançaram uns flexi discs comemorativos para quem quissesse conhecer essa peça da história do vinil. Foi assim que tive a felicidade de obter um desses, com uma faixa do Sepultura.


CDX

sábado, 18 de setembro de 2010

Metal Jam 2010!



Que festival de Metal massa! Pra mim que gosto de versões e covers, esse festival é um prato cheio! Sente só:

"A METAL JAM FEST é um evento anual de Heavy Metal, já consagrado no cenário underground carioca, com média de público acima de 1.000 pessoas.. Trata-se de uma grande festa de confraternização, um get together, onde músicos do underground se reúnem para executar grandes clássicos do rock e do metal para prestação de um grande tributo."

Uma pena que seja no Rio de Janeiro. Longe pra caraio! Mas fica a dica para quem estiver no Rio. Véio.... é 15 reais para ver 45 bandas! Onde você encontra isso?!

Bandas covers de: Iron Maiden, Blind Guardian, Black Sabbath, Dream Theater, Slayer, Sepultura, DIO, Savatage, Ozzy, Helloween, KISS, Led, Deep Purple, Judas, Motorhead, Pantera, Iced Earth, Whitesnake, AC/DC, Megadeth, Manowar e mais trocentas bandas....

Olha os posters:




CDX


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Rock In Rio 2011 !!!



Lembro-me bem como se fosse hoje. O dia era uma sexta-feira. Dia 19 de janeiro de 2001. Muito antes de um ter um Maverick. Muito antes do amor da minha vida. Antes até mesmo do atentado ao WTC.

Nesse dia eu fui ao meu primeiro grande show (na verdade foi o maior show que já fui, um dos 10 maiores shows da história). Nesse dia eu estava no Rock In Rio III.

Naquele noite quente e abafada, vi ao vivo, pela primeira vez, o Iron Maiden. Antes disso já tinha rolado Sepultura e Rob Halford. E agora a história promete se repetir. Estão especulando a realização do Rock In Rio IV em 2011. Eu acreditava que com essa história de Copa do mundo, o maior festival da America Latina só voltaria em 2014.Mas parece que vai ser ano que vem mesmo. Está havendo uma enquete para ajudar a escolher os shows que vão compor o festival. (Clique aqui para votar).

Vale a pena votar, apesar de particularmente acreditar que seja especulação achar que os "mais votados" vão compor o corpo do festival. Certamente vão disparar na votação bandas como AC/DC, Iron Maiden, Metallica, KISS, Ozzy, Pearl Jam, e U2. Você acha que eles vão trazer todos esses gigantes para cá? Seria ótimo...mas nem a pau.

Mas tenho esperança de ver o Maiden novamente, 10 anos depois da minha primeira vez, novamente no palco desse mega festival.


Quanto a isso temos chances altas. O Maiden está novamente em tour mundial, e como habitualmente acontece, deve vir para o Brasil em meados de 2011. Outra esperança seria o Bling Guardian, que acabou de lançar novo album (clique aqui para download) e também deve garantir que sua tour passa pelo Brasil.

Outros nomes como Ozzy e Metallica, acredito ser meramente especulação coloca-los em votação. Ambos tiveram apresentações recentes em terras brasileiras acredito que dificilmente farão um show aqui tão cedo.
POrém tudo é possível. Um festival como o Rock IN Rio é algo inesquecível, porém altamente sofrível. Quando fui tinha meus áureos 20 aninhos e aguentei o tranco. Hoje já não sei se conseguiria.

Naquela ocasião chegamos à Cidade do Rock as 14 hs. Um sol lazarento e um calor de rachar. Eu andei toda a parada, cheia de coisas para arrancar seu dinheiro. TInha até um estande vendendo o mesmo modelo de moto do Rob Halford.
A primeira banda subiu ao palco às 18hs. Foi nesse horário que eu resolvi partir para a multidão. Tinha pessoas que chegaram as 14hs e foram para a frente do palco. Tinha gente que estava lá desde meio-dia, quando os portões foram abertos. Insanidade! Eu me polpei um pouco e fui a luta às 18hs.

No final das contas, depois de vários shows, o Halford deixou o palco a meia-noite. Já fazia 6 horas que eu estava lá, em pé, com sede, calor e fome. Mas então viria o Maiden... não tão cedo. O fato é que quando o Metal God saiu do palco, imediatamente começou a montagem da estrutura de palco do Iron. Isso levou uma hora e meia. Só então os britânicos deram as caras. Isso era perto de 1:30 da madrugada.

O show foi sensacional, com a volta de Bruce aos vocais. Depois de quase duas horas e meia de show, feliz da vida, terminei minha maratona de cansaço. Era 4 da madrugada quando o Maiden finalizou o maior show de sua história para 250 mil pessoas. Para se ter uma idéia, o último show do Maiden que presenciei foi em Curitiba em 2008, onde estavam "míseros" 22 mil fãs. O segundo maior show do Maiden foi no ano passado em Sampa, quando no autódromo de Interlagos, eles conseguiram reunir "apenas" 120 mil pessoas. Então meus caros, 250 mil pessoas é gente pra caralho. Seria como colocar toda a população de Maringá na época, em um só lugar.

Depois de terminado o show, contabilizei 10 horas em pé (por isso eu digo... hoje eu não aguentaria) e iniciei minha jornada de volta ao busão. Só saímos do Rio as 6 da manhã. Em tempos em que o celular não era tão acessível, levou 2 horas para juntar todo mundo da excursão.
E ainda rolou uma "linguiça do Eddie": os camelôs vendiam uma linguiça assada no espeto. Cobravam 1 real.

Mas valeu a pena com certeza.


Linguiça do Eddie -----------------R$ 1,00
Coca Cola--------------------------R$ 5,00
Camiseta pirata "Eu FUI"-----------R$ 15,00
Ingresso para o Rock In Rio III--- R$ 35,00 (isso mesmo!)
Excursão para Rio de Janeiro-------R$ 85,00

Ser imortalizado em um vinil e um DVD Do Maiden----não tem preço!



CDX