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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:

Ando sem idéia para escrever uma nova Fábula. Mas para meu deleite sem fim conto com a colaboração de blogs e sites de infinito prestígio. É o caso do site do Aubilbuaobo, que no dia 18 de março de 2009 nos brindou com essa orgasmática fábula sensacional:


A Lebre e a Tartaruga

Por Jão do Aubilbuaobo

"A lebre estava se vangloriando de sua rapidez, perante os outros animais:
- Nunca perco de ninguém. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo.
- Aceito o desafio! Disse a tartaruga calmamente.
- Isto parece brincadeira. Poderei dançar à sua volta, por todo o caminho, respondeu a lebre.
- Guarde sua presunção até ver quem ganha. recomendou a tartaruga.

A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram. A lebre saiu a toda velocidade. Mais adiante, para demonstrar seu desprezo pela rival, deitou-se e tirou uma soneca.

A tartaruga continuou avançando, com muita perseverança. Quando a lebre acordou, viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr, para chegar primeiro, pois uma aguda dor consumia seu ânus. A tartaruga havia comido o toba da lebre enquanto esta dormia."

Moralzinha babaca:
"Apressado come cru. O paciente come o cu mesmo"

Postado por Jão


Fonte: http://aubilbuaobo.blogspot.com


(Copiei na cara larga mesmo! Tô nem aí!)


CDX

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:



Os camelos


Livre adaptação por Leandro CDX Morais


Uma mãe camelo e seu filho camelinho estavam por ali, à toa, sem porra nenhuma pra fazer... foi quando o piralho camelinho começou com aquela chatice de criança, de ficar perguntando o porquê das coisas:


_ Ooooh mãe! Manhê! Oh mãeeeee!!!!!

_ Fala estrupício! - já respondeu a mãe camelo sem paciência.

E o moleque era metido a falar inglês ainda:

_ Mammy! Mammiiieeeee! Whatta hell is essa parada nas nossas costas?

_ É corcova, caralho!

_ I don´t understand mammiiiieeeee! É corcova ou é caralho?

_ Corcova seu puto!

_ E por que os camelos têm corcovas? Why? Why?


_ Affff... moleque mala... é que nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para armazenar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

_ Right! Boa resposta mammy. E por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas? Why? why?


_ Então fida égua, elas são assim para permitir caminhar no deserto. Como as pernas são longas o nosso corpo fica mais longe da areia do deserto, que é mais quente que a temperatura do ar e assim ficamos mais longe do calor. Já as patas arredondadas são para facilitar andar na consistência da areia! - disse a mãe com ar de inteligente.


_ Holy shit! Falou aí Nat Geo! Huahuahauhauahua (ainda era forgado o guri).But ok, eu só queria saber por que nossos cílios são tão longos? Pareço uma drag queen! Não venço comprar rímel!


_ Meu caro baitolinha! Esses cílios longos e grossos são uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a camela.


- OK mammy! Então a corcova é para armazenar water enquanto cruzamos o deserto, as legs são para caminhar através do deserto e os cílios de traveco são para proteger my eyes do deserto. Então, whatta fuck estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história: não adianta falar outros idiomas, ter conhecimento, qualidades e habilidades, se você estiver no lugar errado.Uma coisa só é útil se for usada.


CDX

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fábulas Fabulosas para uma juventude non-sense:




A galinha ruiva




Livre adaptação por Leandro CDX Morais



Era uma vez uma tal galinha ruiva, biscate que só ela, vivia cheia de pintos atrás dela. Pintinhos meus caros leitores! Pintinhos! Não pensem besteria....

Mas então... ela vivia em uma fazenda com a pintaiada enchendo o saco. Cada hora os putinhos queriam uma coisa diferente. Criança é foda! Ela não dava conta da algazarra.

Um dia ela percebeu que o milho da plantação já estava maduro e teve uma brilhante idéia:

_ Vou fazer um bolo e enfiar nessa molecada para ver se eles calam o bico!

Mas para fazer o tal bolo precisava colher o milho, descascar, moer, fazer farinha, para depois preparar o bolo. Caralho! Eu já tinha dado o bolo nesses pintos!

A galinha ruiva, burra pra caceta, podia ter dado um passadinha no mercado São Francisco e comprado um bolo pronto por 3 reais! Entretanto preferiu se fuder de tanto trabalhar para fazer uma mereca de bolo...

Para ajudar na preparação do bolo ela recorreu aos amigos. Pediu ajuda para o cachorro:

_ Senhor cachorro, vou preparar um delicioso bolo de milho, poderia me ajudar a colher o milho ? Depois repartimos o bolo e...

_ Ah não brô! - falou o cão com voz de maconha.

_Relaaaaxa meu! Isso de bolo de milho não tá com nada... aind se fosse um bolonha.


A galinha persistente tentou falar com o porco:

_ Senhor porquinho, gostaria de me ajudar a fazer um bolo de milho?
_ Ahhh sua escrota! Olha para a minha cara! Vai se ferrar e enfia esse bolo no c* !

Por último, e já sem paciência, tentou falar com o cavalo:

_ Ohhh seu pangaré! Quer trampar em troca de um pedaço de bolo de milho?

_ Bem, é que eu... - o cavalo tentou achar uma desculpa.

_ Ah, vai cagá então! - a galinha ruiva já previu a resposta e não ficou perdendo seu tempo.

Como sobrou para ela o serviço todo, a galinácea colheu o milho, descascou, debulhou, moeu, fez farinha, fez a massa, cozinhou e tudo mais. Ufa!


Uma vez pronto o bolo, aí a cornaiada apareceu tudo para querer comer. Ajudar ninguém quis, mas na hora que sentiram o cheiro do bolo, vieram o cachorro, o porco e o cavalo:

_ Como vai dona galinha ruiva! Que belo bolo, parece delicioso!

_ E está mesmo -- disse a galinha -- meus filhotes já comeram o suficiente, vocês querem um pouco?

Mas é claro que neguinho encheu o bucho de tanto comer bolo. É claro que para essa história ter sentido precisa de um desfecho moral.

Moral da história é o seguinte: a biscate da galinha fez dois bolos, deu um para os filhotes, e o outro preparou com veneno de rato! Serviu os preguiçosos e só esperou para ver o oco!

Quando o porco estava pondo os bofes para fora, o cavalo estava engasgando com a própria língua e o cachorro sentia queimar seu estômago, a galinha falou com uma risada escabrosa:

_ Rááááá´! Pegadinha do Malandro!


Fuuuuuuu....






CDX

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:

O RATO CAGÃO:



Livre adaptação por

Leandro CDX Morais

Contam que aconteceu lá para os lados de Itapopoca... Lá morava um rato, cagão de merda, que tinha medo de gato. Nada mais natural falavam os seus colegas. Todo rato tem medo de gato.

Mas o nosso personagem tinha pavor, horror, se peidava de medo e ficava paralisado. Era quase um caso clínico.

Ele foi aos mais caros especialistas e terapeutas e ninguém dava jeito. Era ver um gato até por foto e já começava a subir um tremor nas pernas.

A solução foi que um dia ele foi procurar um famoso guru que incorporava o espírito do Mickey Mouse e fazia maravilhas! Diz que a sua macumba curava tudo e todos!

E não é que o Exu-Disney dei jeito? Transformou o ratinho borra calças em um vistoso gato! Assim ele não teria mais medo.

E foi se tornar um gato que o filho da puta passou a perseguir outros ratos, como era natural dos gatos fazerem.

Até que um dia se deparrou com um cachorro. E o tremor, a peidação, os olhos lacrimosos voltaram . Agora ele era um gato mas tinha medo de cachorro!

Novamente foi ter com o guru Mouse-Macumba. Claro que, sabiamente não o devorou pois sabia que poderia precisar dele novamente.

E o guru tornou-o então em um cachorro grande e forte!

“Pronto meu caro ex-rato e ex-gato! Agora és um Pitbull! Vai e não tenha mais medo de nada! Vai e destroça essa gataiada!”

E foi assim por uns dias, mas a cachorrada também toma no cú grandão. Um dia encontrou um leão.

Não era possível! O terror voltou! E novamente o ex-ex-rato voltou para encher o saco do guru!

“Mas que caralho! Você de novo cagão?”

E o cachorro então pediu:

“Quero ser um leão, para não ter mais medo! ”

E então o Mickey pai de santo cantou a bola:

“Olha aqui seu arrombado! Não adianta eu te transformar em gato, cão, leão, ou lobisomem! Quando um puto tem alma de rato não adianta ter corpo de leão!”

Hadouken!!!!

Senta lá Cláudia!


CDX

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:



O Sapo e o boi




Livre adaptação por Leandro CDX Morais



Conta a história que tinha um boi muito elegante, cheio de pompa, que desfilava bem trajado perto do brejo da região. Lá vivia uns sapos mal-humorados, que adoravam falar da vida alheia e provocar uns aos outros.

Ao avistar o boi elegante, o mais babaquara dos sapos ficou encantado com o bovino. Quanta polidez! Quanta pefeição! Parecia da nobreza! Mas tudo isso ele só pensou. Não deu o braço a torcer e logo demonstrou sua inveja:

_ Olhem só aquele boi! Vindo aqui no nosso brejo pagar uma de bom da boca! - disse o sapo aos colegas.

_ Mas ele é realmente magnífico! Grande e forte! - disse um dos batráquios

_Grande bosta! - retrucou o primeiro - Se eu quiser fico tão grande quanto ele!

E dizendo isso começou a inflar os pulmões, e começou a inchar e aumentar de tamanho. Só no cérebro de ervilha dele que isso ia dar certo.

_ Já estou do tamanho dele? - perguntou aos colegas

_ Ainda não! Está longe - respondeu a sapaiada querendo ver o oco.

_ E agora? - inflou mais e já estava passando de verde para roxo!

_ Nem a pau Juvenal! Vai precisar inflar mais um pouco...

_ Isso vai dar uma merda! - alguém falou lá do fundo.

E não deu outra: conseguiu inchar mais um pouco, e depois explodiu! Foi pedaço de sapo pra todo lado. Um pouco antes de estourar deu para ver os olhinhos do bicho estufando para fora das órbitas! Quando sentiu que ia fuder, tentou peidar para dar uma aliviada mas não deu certo.

Moral da história: Não tente ser o que você não é ou não consegue. E não fique invejando os outros. A Inveja pode te explodir mermão!


CDX

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:


Tem uma famosa fábula do Isopo que é a seguinte:


O cachorro e os bois


"Um cachorro estava dormindo em uma manjedoura cheia de feno. Quando os bois chegaram, cansados e com fome depois de um dia inteiro de trabalho no campo, o cachorro acordou. Acordou, mas não queria deixar que os bois se aproximassem da manjedoura e começou a rosnar e tentar morder seus focinhos, como se a manjedoura estivesse cheia de carne e ossos e essas delícias fossem só dele. Os bois olharam para o cachorro muito aborrecidos.

_Que egoísta! – disse um deles. – Ele nem gosta de comer feno! E nós, que comemos, e que estamos com tanta fome, ele não nos deixa chegar perto!

Nisso apareceu o fazendeiro. Ao ver o que o cachorro estava fazendo, pegou um pau e enxotou o cachorro do estábulo a pauladas por ser tão malcriado.


Moral da história:
Não prive os outros de que não pode desfrutar. ---Esopo ---



Eu preferi fazer minha releitura que é mais ou menos assim:


Um cachorro, muito do folgado, estava dormindo em uma manjedoura cheia de feno. Quando os bois chegaram, cansados e com fome depois de um dia inteiro de trabalho no campo, o cachorro acordou.O puto tinha dormido o dia todo, e certamente a noite, quando todos iriam dormir, o vadio ia ficar latindo feito uma retardado. O corno acordou mas falou que não ia sair da manjedoura.

Os bois tentaram espantá-lo, mas o cão começou a rosnar e tentar morder seus focinhos. Eles olharam para o cachorro muito aborrecidos.

_Que egoísta do caralho! – disse um deles. – Você por acaso vai encher o cú de feno?! Você nem gosta de comer isso seu viado! E nós, que comemos, e que estamos com tanta fome, você fica aí cabaceando!


_ Mas deixa quieto! Vou chamar o fazendeiro e você vai se fuder rapá! -disse o outro boi.

_ Ahh...coitadinha da vaquinha Mococa... seu pai é um chifrudo, cara! Vai chorar para a vaca da sua mãe! - retrucou o cachorro.

Aí apareceu o fazendeiro. Ao ver o que o cachorro estava fazendo, pegou um pau e desceu-lhe o cacete! Mas bateu com gosto!



Moral da treta: Se não vai comer não fique embaçando. Se não vai fuder, não fique enrolando. Se não vai beber não deixe esquentar. ----CDX----


CDX

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:

O Pavão e o Urubu:




Adaptado de um conto milenar japonês.

Contribuição do amigo Ricardo.


"Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão.

Certo dia, o Pavão refletiu:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.


Então cruzaram... e daí nasceu o Peru:


É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!
Moral da história: Se a coisa tá ruim, não inventa!!!
Gambiarra só dá merda!!!"

CDX

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:




Dia desses estava reassistindo aquele episódio de The Simpsons onde o Bart encontra um lobo dentro da escola...

Esse episódio é baseado na antiga fábula sobre:



O MENINO QUE GRITAVA LOBO:

Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Contam que tinha em uma vilazinha perto de Itapopoca, onde morava um moleque pentelho que só sabia encher o saco do povo que lá vivia.

Como o guri não fazia nada da vida, resolveram dar-lhe uma tarefa, em troca de uns tostões. Ele deveria cuidar do rebalho de ovelhas nos arredores da vila. Era necessário pastoreá-las para que não se perdessem e virassem comida de um lobo que rondava a região.

O pequeno pestinha até que gostou do trabalho, ia ganhar uns trocados para jogar fliperama do Cadillacs and Dinosaurs. Mas passada algumas horas já estava de saco cheio. O que ele gostava mesmo era de atormentar os outros.
Então, seguindo seu espírito de porco, teve a brilhante idéia de fazer um escarcéu, como se o lobo tivesse chegado.

_ Lobo! Olha o lobo! Acode aqui! ---gritou o moleque.

O povo da vila correu para ver o que acontecia. Porém chegando lá não havia lobo nenhum: o pestinha estava de zuação.

_ Piá fio duma égua! --- praguejava uns. E o moleque rachando o bico.

_ Mas isso vai dar uma merda!--- pensava uma das ovelhas.
_ A gente ainda vai tomar no cú por causa desse lazarento. --- reclamou outra.

E não deu outra! O piralho continuou apurinhando a galera, gritando lobo, mas quando chegavam para ajudar não tinha lobo nenhum.

Até que, em determinado momento, o temido lobo realmente apareceu! E daí a gritaria foi com gosto:

_ Corre negada! ---gritava uma ovelha.

_ LOBO! LOBO! ACODE AQUI! LOBO, CARAIO! --- apavorou o garoto.

_ Fudeu a porra toda! --- a ovelhada desesperava.

_ Sai pra lá lobo mau!--- dizia outra.

Como sempre o guri gritava lobo e era mentira, dessa vez ninguém se preocupou em ajudar. O lobo fez a festa e comeu o c* de todo mundo com doce de leite.





CDX

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:

A bela e trágica obra "O Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky inspirou o filme Cisne Negro (Black Swan - 2010), com Natalie Portman, recebendo inclusive múltiplas indicações para o Oscar 2011. Assisti o filme ontem no cinema e gostei muito. Merece a estatueta de melhor atriz sem dúvida! Principalmente pelas cenas picantes da senhorita Portman, hehe. Mas falando sério: ficou excepcional a interpretação.

Entretanto para entender o filme, o expectador precisa saber, mesmo que superficialmente, sobre o que trata o Ballet que originou a película. Assim sendo, em mais um serviço de utilidade pública, o MOVER, MATAR E DESTRUIR, orgulhosamente apresenta, sua versão "fabulosa auto-explicativa" d"O Lago dos Cisnes". Eis a fábula da semana:



O LAGO DAS TRETAS


Adaptação livre por Leandro CDX Morais da obra O LAGO DOS CISNES de Tchaikovsky





Eis que em um reino distante, pra lá de Bagdá, vivia um tal príncipe Siegfried, que curtia uma boa festa e bebedeiras no puteiro.

Chegado o dia de seu aniversário, o príncipe promoveu uma festa de arromba, com muito vinho, mulherada fácil, comida farta e música ao vivo.

Entre os muitos presentes que ganhou, recebeu de sua mãe, a Rainha, um kit de arco e flecha. Como exímio caçador, Siegfried curtiu o presente.

Naquela noite, depois de tomar todas, e já sentir que o fígado apresentava sinais de esteatose hepática, decidiu que já estava ficando velho demais para tanta zona. Queria sossegar, deixar de lado a putaiada... acabou por prometer para a Rainha que escolheria uma esposa.

Mas antes da escolha partiu para uma última caçada, para estrear o presente da mamãe. Saiu a esmo e acabou andando pelo bosque, onde existia um formoso lago repleto de cisnes, todos branquinhos como se fossem lavados com Vanish Poder Ativo [merchan autorizado, preciso ganhar os trocados].

Encantado com aquelas belas aves brancas, se destacando no entardecer, o príncipe proferiu:

_ Que bonitinhos esses belos cisnes! Vou matar esses putos! --- E armou seu arco para disparar.

Mal sabia ele que não eram simples cisnes. Eram mulheres amaldiçoadas! Aquele bosque era o domínio do feiticeiro Rothbart, que como todo feiticeiro mal fazia muitas maldades!

Entre suas malfeitorias, Rothbart certa vez enfeitiçou a Princesa Odette, todas as suas damas, e também sua irmã Odile. Transformou a mulhegada tudo em cisne! Que véio lazarento! Com certeza não comia ninguém!

Assim, as gostosas durante o dia eram cisnes, e durante a noite retomavam sua forma humana. Essa foi a sorte da galera com pena! Pois na hora que o Príncipe Siegfried ia disparar, o Sol ocultou seu último raio, a as belas voltaram a sua forma feminina.

Ao ver a princesa Odette, bela e formosa diante de si, toda peladona e molhadinha... o príncipe não pensou duas vezes: é com essa que vou casar! Ele jurou amor à ela! A mina explicou sua situação avícola, e o herdeiro do trono topou mesmo assim, pois se ela tivesse um verdadeiro amor a maldição seria quebrada:

_Tá limpo mina! Eu vou te comer e fica tudo certinho! --- confirmou o príncipe seu compromisso de amor eterno.

Porém, o véio bocó não curtiu o final feliz! Se ele, brocha do jeito que era, não ia comer a branquinha, o galã também não ia. Rothbart disfarçou-se de um nobre cavaleiro e apresentou-se no castelo do príncipe com sua filha, para oferecer a garota como pretendente.

Na realidade a suposta filha do caveleiro era Odile, a irmã gêmea malvada da Odette. A biscate era tão má, tão sangue ruim, que quando o feiticeiro amaldiçoou o povo, ela se transformou em um cisne negro (tá sacando a parada do filme agora?!).

Assim sendo, o Sigfried bateu o olho na Odile, e achou que era a Odette. Achou que era o cisne branco e era o cisne preto macumbeiro. E acabou casando com a mina errada! Babaquara mesmo!

Quando a princesa Odette descobriu o acontecido, soltou aquela frase clássica da Rita Cadillac:

_Eu só me fodo!

Ela ficou incorformada. Puta sacanagem daquele véio pinto mole! O príncipe descobriu o engano, e correu para se explicar para Odette. Mas até provar que focinho de porco não é tomada, a merda já estava no ventilador: Odette, o cisne branco, se jogou em um precipício, e com a morte enfim encontrou a liberdade da maldição (só no cérebro de passarinho dela!).


Moral da história : Oh cornuda escrota! Pular de um penhasco não resolve seu chifre não! Tinha que ter chegado na voadora na sua irmã biscate, feito voar pena preta pra todo lado!


CDX

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:



O ratinho


Adaptação livre por Leandro CDX Morais



Na casa da Mãe Joana vivia em um buraco na parede, um ratinho com sua mãe. Era aquela cena de desenho do Tom e Jerry. o buraco próximo ao chão vivia cercado com ratoeiras com pedaços de queijo.

Mamãe rato, sempre cuidadosa, não deixava seu pequeno sair da toca. Desde que ele nasceu não conhecia o mundo além das paredes. Ficava só espiando a mãe desarmando as ratoeiras para pegar os provolones defumados, o queijo prato e minas. Porém ele enchia o saco para dar uma volta com ela!

Até que um belo dia, de tanto insistir, mamãe rato liberou o pimpolho para dar uma volta lá fora. Mas o advertiu para ter cuidado. Ela não poderia ir junto pois tinha muito trabalho para fazer...

E lá se foi o ratinho curioso e sozinho. A sua aventura ao mundo exterior durou poucos minutos. Voltou apavorado para a toca. Estava mais branco que vela.

_ O que aconteceu meu filho?! - perguntou a progenitora.
_ Puta que pariu mãe! Existem muitas criaturas estranhas lá fora! Eu vi um monstro!
_ Como assim?!
_Bem... -prosseguiu o ratinho mais calmo - primeiro eu encontrei um ser muito simpático e elegante. Ele andava em quatro patas, assim como nós, mas andava na ponta dos pés, com muita delicadeza. Tinha um pêlo brilhante e macio, e um rabo levantado, que se mexia com sutileza formando ondas. Tinha olhos lindos mamãe...
_ Você falou com ele meu filho?
_ Sim, sim.... ele tinha uma voz aveludada, e falou "miau".
_ Hm... - já ficou desconfiada a mãe.
_ Mas quando a nossa conversa parecia bem, surgiu um monstro horrível! Ele só tinha duas patas e no lugar das patas dianteiras tinha asas!
_ Sei...
_ Tinha olhos de vidro, e tinha pedaços de carne exposta saindo do alto da cabeça e debaixo do queixo. E ele gritava feito o Zito, moleque doido! Fiquei tão apavorado que nem terminei a conversa com o Sr. Miau, saí no carreirão e voltei para casa !

Então a mamãe rato deu-lhe um tapão de mão aberta na cara:

_ Se esperta moleque! Você encontrou um gato! Ele ia te comer! E o outro, apesar de toscão, era um galo, que para nós é inofensivo.


Moral da história: ahhh.... vocês sacaram né?


CDX

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:


O Galo e o Pintinho:



Adaptação livre por Leandro CDX Morais



Daquela velha piada do saudoso Costinha...




Contam que na fazenda do Seu Tião tinha um galo todo formoso, com um rabão vistoso, crista elegante, e era comedor que só ele.

Não tinha galinha, pomba rola, codorna ou periquita que escapava dele. Eventualmente até porquinhas, cabritas, o gato e o cão de caça do Seu Tião acabavam entrando na vara! O tal galo era terrível! Dizem que só não traçava o próprio Tião pelo medo de ir para a panela!

Eis que um belo dia, apareceu uma nova galinha pelas bandas do galinheiro. Ela vinha transferida de outra fazenda, e trazia com ela o filho, um pequeno e amarelinho pintinho. O galo com sua lábia, logo levou a mina no bico: carcou nela naquela mesma noite!

Na manhã seguinte, como era de praxe, as galinhas se espalharam pela fazenda, ciscando e passeando. Ficaram nas proximidades do galinheiro apenas o galo, o pequeno filhote da sua mais nova conquista, e o papagaio do fazendeiro.

A ave verde era outra que só não levou vara porque sabia falar e fazer escândalo. Várias vezes o Seu Tião acudiu o papagaio que fazia o maior escarcéu para não ser encoxado pelo galo safadão.

E ali, vendo o pequeno amarelinho comendo milho, o galináceo pervertido vislumbrou uma putaria. Olhou em volta e não viu mais ninguém além do papagaio. Então chegou perto do pintinho e cochichou uma sacanagem no ouvido dele.

O coitado do pinto arregalou os olhos e ficou olhando estático para o galo. Ao perceber que o galo falava sério, disparou a correr. E o galo como gostava de uma brincadeira de caça saiu atrás.

E nisso ficaram os dois correndo ao redor do galinheiro. O pinto corria e o galo atrás. O pinto correndo e o galo atrás. E o papagaio do alto do galinheiro (claro, em um lugar seguro) observava a tudo.

O pinto correndo e o galo atrás... depois da décima volta, o pintinho começou a demonstrar sinais de cansaço. O papagaio vendo que era inevitável, e que o galo ia pegar o coitadinho, ficou com pena,e o pinto correndo e o galo atrás!

Então o papagaio resolveu dar uma dica pro pintinho. Gritou lá do alto:

"Encosta o cú na parede!"

E nisso o pintinho sem fôlego gritou de volta:

"Não adianta! Ele quer que eu chupe!!!"



:)




CDX

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:





O Rei das Rãs:


Adaptação livre por Leandro CDX Morais



Em um pântano não muito distante daqui, viviam muitas rãs. Elas eram tantas, que o lugar era uma zona. Não havia leis, nada era respeitado, e a desordem era total.

Rolava solta a putaria, todo mundo comendo todo mundo. Você podia roubar seu vizinho que nada acontecia. Podia descer a bifa na cara de outra rã folgada que não teria consequências.

Porém, as próprias rãs se cansaram daquela bagunça. E como nenhuma delas se destacava para governar e por ordem no lugar, resolveram pedir uma intervenção divina.

As rãs oraram para o Deus Sapão pedindo que ele envia-se um rei para acabar com aquela algazarra.

O Deus Sapão também não era lá aquelas coisas. De saco cheio dos pedidos das rãs, atendeu suas fiéis de qualquer jeito: mandou entregar no pântano uma estátua de uma rã sentada que comprou na Imaginarium do shopping.

As rãs a princípio se assustaram com a estátua, que tinha uma fisionomia nada cordial. "Esse será um rei autoritário, que vai colocar ordem nessa pocilga", pensaram.

Nem sequer se aproximavam do rei, com medo de enfurecê-lo. Mas com o passar do tempo, notaram que a estátua, como era natural, não se mexia, não saía do lugar, nem dava ordens.

"É um rei de merda!"

"Fala sério!"

"Tomá no cú! Governo de bosta!"

"Tinha que ser PT!"

As queixas das rãs eram muitas. Aquele rei não estava resolvendo nada. Indignadas, resolveram pedir um outro governante ao Deus Sapão. E dessa vez o ser divino ficou
muito puto da cara! Não gostou de ser incomodado novamente sobre o mesmo assunto. Vendo que a maioria das reclamações pediam um rei mais autoritário, mais severo, não pensou duas vezes: enviou um pato para reinar no pântano.

As rãs que antes reclamavam do seu antigo rei, agora tinham que se preocupar com seu sucessor. O pato se sentiu no paraíso: comia uma rã aqui, outra ali.

Em pouco tempo o pântano esvaziou e o pato ficou de bucho cheio! Quase não sobrou rã para contar essa história.



Moral da história: Nunca reclame demais porque a coisa pode ficar pior!



CDX

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:



O passarinho:


Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Era uma vez um passarinho recém-nascido, que morava com sua mãezinha no alto de uma árvore no bosque encantado.

Sempre que sua mãezinha saía para buscar comida, advertia o pequenino:

_Olha filhinho, mamãe vai buscar comidinha. Fique bem quietinho aqui. Não tente voar porque você pode cair lá embaixo e se machucar. Você ainda não tem idade para voar por aí.

Mas é claro que o moleque era atentado! Olhava suas asinhas e pensava quando poderia usá-las. Como tinha muitas peninhas já crescidas nas asinhas, achou que podia dar uma voadinha.

Esperou a mãezinha voar em buscar de comida e resolveu dar uma espiadinha fora do ninho. Bateu as asinhas, ensaiou uma voadinha... e deu uma esborrachadinha no chão! Caiu de cara o putardo (puto + retardado)!

Quando se levantou reparou que tinha quebrado uma das suas asinhas. Pobrezinho! Estava fudidinho! Saiu correndo pelo chão, arrastando uma asinha e pedindo por uma ajudinha.

Foi então que encontrou uma vaquinha e pediu ajuda:

_Ó dona vaquinha! Conserte minha asinha que quebrei dando uma voadinha!

Dona vaca com sua simpatia que era marca registrada respondeu-lhe carinhosamente:

_ Vai se fuder seu pinto escroto! Vou ajudar é o caralho! Caiu do ninho porque quis! Sua mãe nunca lhe falou para não tentar voar sozinho?!

E o passarinho seguiu buscando ajudinha. Foi quando encontrou um Cavalo:

_Olá amigo cavalinho! Poderia me dar uma ajudinha? Eu...

E o Cavalo, coiceando como era de sua índole, respondeu:

_ Ahhhhh... olha bem pra mim? Acha que eu vou te ajudar com sua asa? Vá cagá! Eu tenho cara de veterinário? - e saiu irritado.

O passarinho estrupiadinho, já estava perdendo as esperanças quando encontrou um gatinho, e mais uma vez resolveu pedir uma ajudinha:

_Oi gatinho fofinho! Pode me dar uma ajudinha com minha asinha?

E o gatinho já com segundas intenções, pensando naquelas tulipinhas, naquelas coxinhas, respondeu, já lambendo a beiça:

_Claro que te ajudo amiguinho, venha aqui mais pertinho para que eu possa ver sua asinha.

Notando que o gatinho estava començando a salivar tanto que a baba escorria pelos seus bigodes, o passarinho percebeu que algo estava errado.

_Você está bem gatinho? Parece que está passando malzinho. Ou você tem raivinha? Está babando e...

O gatinho nem respondeu. Abaixou suas patinhas dianteiras e a sua cabecinha, empinou sua bundinha, abanou o rabinho e tentou dar um bote no passarinho.

Ao perceber que ia virar comidinha, o passarinho saiu no carreirão, correndo como uma minhoquinha no galinheiro.

O gatinho perseguiu o passarinho até a árvore da qual ele caiu."Agora ele não tem para onde escapar" pensou o gatinho.

No desespero de salvar suas tulipinhas, o passarinho esqueceu da dorzinha que sentia, e no susto bateu suas asinhas do jeito que deu e conseguiu subir de volta até o ninho. Afinal, quem tem cuzinho tem medinho! o Gatinho ficou putinho, porque perdeu sua comidinha.

Passado o desespero, e a adrenalina do momento, o passarinho sentiu ainda mais a dorzinha na sua asinha. O esforço para voar tinha acabado de fuder a asa toda!

Chorando de dor esperou sua mãezinha retornar. Quando a mãezinha voltou ao ninho, e viu o filhotinho com a asinha virada do avesso, perguntou o que aconteceu.

O filhinho contou a triste historinha para a mamãe. E ela meigamente lhe disse:

_Vem cá meu filhinho, deixa a mamãezinha cuidar da sua asinha. Vou cuidar dela... no cacete! - e foi porrada pra toda lado! A mãe enlouquecida pela desobediência do filho desceu a mão (ou a asa) no moleque!

No mundo animal não tinha essas paradas de não poder bater na criançada. Então o cascudo rolou solto! Até a mãe quebrar a outra asinha do passarinho na pancada.

Assim, o passarinho aprendeu a nunca mais desobeceder sua mãe.


CDX


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:





O Coala e a Lagartixa:


Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Naquela mesma floresta de Woodstock, aquela onde quem mandava era uma Coelhinha biscate... existia um tal Coala maconheiro. Ele morava no alto de uma seringueira, onde vivia queimando uma erva.

Certa vez uma Lagartixa passava pelo local e viu o Coala lá no alto e perguntou:


- E aêêê Coala...tudo beleza? O que você está fazendo?

- Queimando um. Sobe aqui. - convidou o Coala com os olhos vermelhos.


A Lagartixa subiu na seringueira e sentou-se ao lado do Coala, curtindo alguns baseados.

Após algum tempo, a Lagartixa disse:

- Pô cara, minha boca tá seca, vou tomar água no rio...

E lá se foi a Lagartixa. Como estava meio desorientada, no momento em que se inclinou para beber agua no rio acabou caindo dentro da água.

A bichinha entrou em pânico porque não sabia nadar e mesmo que soubesse, ela estava muito louca para conseguir fazer alguma coisa.

O jeito for abrir um berreiro:

_ Acode eu! Acode eu! Socoooooooorro!

Nesse momento passava pelo rio um Jacaré, que vendo o desespero da Lagartixa foi ajudá-la. Salvou a chapada e a levou até a margem:

- Tá louca Lagartixa? O que aconteceu? Quer morrer?

Então a Lagartixa explicou que ela estava curtindo um baseado com o Coala numa seringueira, ficou zuadinha e caiu no rio enquanto tomava água.

O Jacaré não podia acreditar naquela história. Resolveu ir até a árvore para comprovar a história. Chegando lá, encontrou o Coala fazendo fumaça, sentado em um galho, sequelado total.

O Jacaré olhou para cima e disse:

- Ei! Você aí em cima!

O Coala olhou para baixo e disse:


- PUTA QUE PARIU Lagartixa! Tu bebeu água pra caralho!!!



MORAL DA HISTÓRIA deixo para os meus caros leitores...


CDX

sábado, 6 de novembro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:


A Joaninha:


Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Era uma vez umA Joaninha, daquelas vermelhinhas com pintinhas pretas. Ela era uma graça, redondinha, gorduchinha, fogosa que só ela. Mas ela ainda era bem jovem, inexperiente e filha de uma megera, uma Joaninha que de tão severa chamavam de Joanona.

A mãe Joanona, era rígida e conservadora, daquelas que pensam que sexo é coisa proibida. E era justamente sobre sexo que a Joaninha tinha curiosidade, pois ela estava "naquela idade" e já tinha notado que seu corpo estava mudando, ganhando umas pintinhas em lugares diferentes, e também estava ficando mais "arredondada".

Entretanto sempre que ela fazia alguma pergunta sobre essas mudanças, sua mãe Joanona desconversava. "Que pergunta sem cabimento menina!" respondia ela sem responder nada. A coitada da Joaninha não tinha a quem recorrer. Seu pai a muito tempo tinha sumido no mundo. Ele tinha deixado a família por uma Vespa biscate. As más línguas falavam que a troca era porque ele tinha enjoada da Joanona toda gordinha e recatada, e preferiu a esguia Vespa que tinha uma bela saliência glútea. Fato é que ele nunca voltou pra casa.

Então, dia desses, a Joaninha e a mãe Joanona esperam a vez no caixa do mercado. Do lado do caixa havia aquelas preteleiras com balas, chicletes, gomas, Halls, Bubaloo, Trident, e tudo quanto é doce. Mas o que chamou a atenção da Joaninha foram umas embalagens quadradinhas, coloridas, e com sabores escritos: banana, menta, morango, chocolate... Eram preservativos! Quando a Joaninha foi pegar uma camisinha para ver mais de perto do que se tratava, só sentiu o tapão na nuca:

_Larga isso menina! - disse a mãe.
_ Aiiiiiíííí... eu só estou vendo mãe! - retrucou a Joaninha largando a embalagem.
_ Não tem nada para ver! Não vou comprar mais nada pra você hoje. E não mexa em nada, ouviu mocinha? - esbravejou a Joanona.
_ Mas mãe, eu só quero ver o que é...
_Isso é um chiclete minha filha, não está vendo? Está na prateleira dos doces não está? - escapou a mãe pela tangente para não precisar explicar para a filha que aquilo servia para encapuzar um cacete.

E enquanto a mãe passava as compras pelo caixa a jovem ficava fitando a camisinha e pensando: "mas que caralho de chiclete é esse que eu nunca experimentei?"

Cada vez que iam ao mercado, a Joaninha tentava se aproximar da embalagem para averiguar o produto, mas sua mãe, sempre atenta, nunca tirava o olho da menina. E por mais perto que ela chegasse, não conseguia ler a embalagem porque eram umas letras miudinhas.

Todavia, quis o destino que a Joaninha descobrisse, não somente sobre aquele "chiclete misterioso" mas também várias outras coisas que ela gostaria de saber. Joãozinho, um joaninho descolado, arranjou um chiclete da Jontex para ela conhecer. Uma coisa puxa a outra e ele passou a vara nela!

Foi assim que a mãe quase parou de respirar, ao ver a filha Joaninha chegando em casa: a ex-virgem chegou mascando uma camisinha e tentando fazer bola com a danada! Dias depois descobriu que ia ser avó. Daí a véia infartou mesmo.



MORAL DA HISTÓRIA deixo para os meus caros leitores...


CDX

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:



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O Leão Solitário:



Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Era uma vez, na floresta encantada de Woodstock, onde os animais falavam e fumavam erva, um vistoso leão. Era um animal magnífico, forte e robusto, com uma juba fabulosa cuidada a base de shampoo Seda e condicionador Wella.

Além de tudo era o único leão da floresta, e portanto um rei nato. Ninguém mandava mais que ele naquela área. E todos obedeciam, temendo suas garras. Mas como não tinha outros de sua espécie no local, ele se sentia sozinho.

Não existia nenhuma leoa em muitas milhas de distância. O coitado do leão tinha que passar as noites solitárias na punheta!

Eis que um dia, cansado de ser tão sozinho, resolveu que iria arranjar uma companheira. Como quem não tem cão caça com gato, o leão acabou optando por uma relação inter-racial: passou a cortejar as mais belas criaturas da floresta.

Tentou a sorte com várias fêmeas, mas nehnuma despertou o fogo da paixão em seu coração... e cada vez que uma fêmea fracassava em conquistar o leão, ele acabava devorando sua pretendente. E assim seguia sem amor, porém de barriga cheia!

Até que um dia acabou se apaixonando por uma coelhinha. A pequena era branquinha, fofinha e esbelta. Um tesãozinho! Ela também era safada, conhecida em toda a floresta, e já tinha dado para outros animais que não eram da sua espécie, incluindo até o coiote, bem maior que ela. Logo, o tamanho do membro do leão não era um problema, a criaturinha peluda aguentava o tranco.


O que realmente causava temor na família da coelha era o comportamento do grande felino, afinal de contas era perigoso o leão comê-la não só sexualmente mas também via oral! Para garantir a segurança de sua filha, o sábio coelhão-pai fez uma proposta para o rei da floresta:

_ Você pode namorar minha filha, mas tem uma condição: você terá que abrir mão de seus dentes e garras! Tenho medo que você a ataque. É sabido que você já fez isso antes com outras moças. E apesar de biscate, preciso zelar pela segurança de minha filha.

O leão embriagado com a paixão não pensou em mais nada e topou:


_ Tudo bem! Eu aceito, mas peço que vocês não contem para ninguém que eu ficarei banguela. Se os animais souberem que não tenho mais presas nem garras, ninguém mais vai me respeitar.

Selado o acordo, o coelhão munido de um alicate arrancou dente por dente do leão e depois também suas garras.

O desdentado felino pediu a mão da coelhinha em casamento, e ela aceitou! Em pouco tempo marcaram a data do casório, um grande evento, para o qual toda a floresta foi convidada!

Foi uma festança sem fim! Mãe da noiva se acabando em lágrimas, pai da noiva feliz por não precisar aturar mais aquela putinha em casa, os macacos enchendo a cara com Red Label, ou seja... tudo que um casamento tem direito. E a coelha assumiu seu título de esposa e rainha da floresta. E o leão a partir daí, se arrependeu profundamente.

Depois que se tornou rainha, a coelha mudou totalmente. Mandava e desmandava em tudo e todos. E quando não a obedeciam, ela mandava o leão fazer cumprir suas ordens. Quando o leão rugia todos tremiam de medo e obedeciam (afinal de contas ninguém mais sabia que ele não representava perigo).

Final da história: o rei da floresta tornou-se capacho da mulher. Engordou pra caralho, porque como não conseguia mais mastigar, só comia farinha láctea e sopas. E nada podia fazer pois era chantageado. Se não obedecesse a coelhinha ela ameaçava contar para todos que ele já não era tão macho como era antes. Pior de tudo é que o felino continuou tendo que se virar na punheta. Aquele sexo animal da lua-de-mel já não rolava...





CDX

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:




O equino e o suíno.

Adaptação livre por Leandro CDX Morais


Estava um porco curtindo a lama em seu cercado, quando passou por ele um maravilhoso cavalo, bem tratado, lavado e perfumado, que disse: “Animal imundo!Nem sei como você se atreve a contemplar o mesmo Sol que eu! Ficas aí, no meio da maior imundície, e todos te desprezam. E se te dão comida é apenas para que engordes, engordes, engordes, até que te mandem ao matadouro e sirvas de alimento para os homens. Agora, olha pra mim, tratado como um príncipe, ricamente arrumado, enquanto parto pra mais nobre missão. Vou para o concurso de obstáculos nas Olimpíadas, vou defender meu país.” E dizendo isso, saiu trotando em direção a um ponto de fuga no horizonte, rumo ao seu destino de glória.


Acontece, porém, que quando o cavalo chegou ao local da prova, a mesma já tinha terminado. Talvez se ele não tivesse parado para ofender o porco teria chegado a tempo. Seu dono, não sabendo o que fazer com ele e não querendo perder todo o dinheiro que empregara em seus cuidados, colocou-o no jóquei para disputar o Grande Prêmio do dia.

Porém o cavalo não era muito bom de corrida, não era a sua especialidade. Perdeu todos os dez páreos em que entrou. Aí, o dono, desesperado, tomou uma medida mais enérgica. Socou doping no cavalo, estaminas, e o cavalo estalou os olhinhos e parecia agora invencível.


Suas patas agora estavam inquietas, pareciam feitas para correr. Na prova seguinte o cavalo disparou feito louco. E quase ganhou a prova com grande vantagem. Não levou o troféu porque deu um piripaque na reta final e caiu durinho da silva com a língua para fora.


Mais uma vez o dono não quis perder todo o dinheiro investido. Assim, quando o porco foi abatido, colocaram o cavalo junto no processamento da carne. E os dois juntos resultaram em centenas de salsichinhas saborosas em conserva. Dessas que vendem lá no Mercadão Municipal e que você come tomando uma cerveja no bar do Moacir.


MORAL DA HISTÓRIA deixo para os meus caros leitores...





CDX

Fábulas fabulosas para uma juventude non-sense:




A formiga e a Cigarra.

Adaptação livre por Leandro CDX Morais



Contam os mais antigos que a muito tempo atrás, quando os insetos falavam e se portavam como humanos, existia uma tal Cigarra folgada.

Ela morava próxima a um enorme formigueiro e acontece que enquanto as formigas trabalhavam pesadamente estocando comida para o inverno, a Cigarra só gozava a vida.

Uma tal Dona Formiga passava carregando no lombo uma puta folha para estocar, enquanto a Cigarra ficava no alto da àrvore cantando para atrair os machos.

Dona Formiga ficava puta da cara, porque aquela Cigarra biscate além de ficar dando pra todo mundo ao invés de trabalhar ainda por cima zombava dela.

Quando a Formiga passava bem embaixo da Cigarra, essa gritava do alto da copa: "Trabalha mesmo mané! Trabalha para a gente ter comida pro inverno!"

E a Dona Formiga pensava: "Vadia do cão! Quero ver quando o frio chegar e você for bater na porta de casa! Vou te deixar congelando do lado de fora sua biscate!"

Vez ou outra a Formiga passava e a Cigarra não estava lá. Certamente tinha conseguido um Macho para comê-la. E não dava outra: dali a pouco estava a Cigarra na árvore, gritando para a Formiga lá embaixo: "Trabalha aí Amélia! Enquanto você estava trabalhando eu estava dando uma!" E a formiga calada odiava: "Vaca do caralho!"

Então depois de muitos dias, a Formiga já tinha bastante comida estocada, e a Cigarra já estava até assada de tanto dar pra todo macho que aparecia. E veio o inverno bruto, com nevasca e tudo mais.

A Dona Formiga aguardava sua vingança, pois sabia que a Cigarra ia bater à sua porta. Numa das primeiras noites frias, bateram à porta da Formiga.

Porém, ao olhar pelo olho-mágico, ela não viu a Cigarra, mas um vistoso macho. Pensando que ia tirar o atraso, a Formiga abriu rapidamente a porta para ver quem era.

Ao escancarar a porta, o macho entrou arrebentando tudo, e logo depois dele entrou a Cigarra. O macho deu-lhe muita porrada na cara! Depois roubou toda a comida da Formiga e fugiu com a Cigarra, sua amante!



MORAL DA HISTÓRIA deixo para os meus caros leitores...


CDX