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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tio CD conta...



 ... como Keith Richards desafiou a morte!

Sem dúvidas nenhuma Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones é, ao lado de Ozzy Osbourne um milagre da medicina! Tanto um quanto outro já deveria ter passado dessa pra outra vida faz tempo. Mas o abuso de drogas parece que só fortaleceu esses caras!

Consta que certa vez em Sacramento, em 1965, Keith Richards desafiou a morte mais uma vez. Durante o show as cordas da guitarra de Richards tocou em um microfone que não estava aterrado. O resultado foi um brutal choque que desacordou o músico. Todos correram para socorrê-lo, e depois do atendimento, os médicos disseram que ele tinha apenas 50% de chance de se recuperar totalmente. Na melhor das hipóteses ficaria com alguma sequela que não lhe permitira mais tocar.

Algumas horas depois Keith Richards já estava cheirando tudo! E mês que vem os Stones estão lançando outro álbum com Richards na guitarra. Os médicos erraram feio...
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sábado, 22 de setembro de 2012

Tio CD conta...



... Como o líder do Megadeth hoje é uma ovelha do Senhor:




Dave Mustaine sempre foi muito porra loca! Membro do Metallica, acabou saindo (ou saíram com ele) da banda por problemas com drogas. Com o pé na bunda ele ficou putinho e resolveu que criaria uma banda ainda mais pesada que o Metallica.

É difícil dizer que superou o Metallica, mas sua nova banda está ali no pau a pau: nascia assim o Megadeth. Com um som forte, e seu vocal característico, Mustaine levou sua banda a um patamar de Top 4 no Thrash Metal.

Tudo ia muito bem até que nos idos dos anos 2000 Mustaininho encontrou Jesus! É sério! O homem que tocava e cantava  Prince of Darkness, Go To Hell, The Conjuring resolveu deixar essas coisas para lá. Ele até se batizou em 2004.

Mas talvez a maior polêmica de Dave Mustaine (pra não dizer mancada) foi ter cancelado alguns shows em Israel e na Grécia em 2005, por alegar que não gostaria de tocar no mesmo palco onde as bandas DISSECTION e ROTTING CHRIST tocariam. As palavras exatas foram:
   

"Não queria tocar com bandas satânicas, pois mudei minha forma de ver o mundo e minhas crenças espirituais há cerca de três anos. Me tornei cristão, sim, e acho melhor não dividir o palco com grupos que sejam satânicos. É mais ou menos como alguém que toma a decisão de permanecer sóbrio e se recusa a beber (...)  nos shows em que o MEGADETH é atração principal sou eu que escolho com quem vamos tocar. Como em festivais isto não é possível, então simplesmente não tocamos.  (...) Sei que muitos não entenderão minha postura, mas a coisa funciona assim: não gosto de determinadas bandas e isso não vai mudar nunca".

Treta mermão!


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sábado, 21 de julho de 2012

Tio CD conta...

...sobre o emprego dos sonhos de todo vocalista de Heavy Metal: 

Imagina que você é vocalista de Heavy Metal. Qual seria o melhor emprego do mundo pra você? Sem dúvida seria ser o vocalista de uma grande banda. Que tal ser vocalista do IRON MAIDEN? Foi pensando nisso que, milhares de vocalistas do mundo todo ficaram com os olhinhos brilhando em 1993 quando o Iron Maiden abriu um concurso para selecionar um novo vocalista para a banda. 

Na época o incomparável Bruce Dickinson tinha abandonado o barco para se dedicar a outras coisas como sua carreira solo.Teve muito cantor de banheiro inscrito que não teve nem chance. Porque tinha muito cara foda na parada! Admiro muito o Blaze e acho que é um ótimo vocalista. Foi uma boa escolha  para o Maiden.  Mas depois de descobrir alguns outros nomes que estavam no páreo com ele... PORRA... Steve Harris poderia ter escolhido melhor.

Consta que foram 4959 inscritos que enviaram material para a apreciação do Iron. Desses o Maiden selecionou 16 nomes, e, em uma seleção final, 8 deles foram chamados a comparecer no estúdio com o Maiden para um teste.

Segundo a lenda (nunca foi confirmado pela banda) a classificação final foi a seguinte:


1. Blaze Bayley (ex-Wolfsbane)
2. Michael Kiske (ex-Helloween e atual Unisonic)
3. André Matos (ex-Angra)
4. Brian Ross (Blitzkrieg)
5. Steve Grimmett (ex-Grim Reaper)


Mr. Blaze Bayley, herdeiro do trono do Maiden: 


Michael Kiske esgoelando no Helloween:


André Matos, o melhor brasileiro colocado na parada:



Brian Ross com um frio do caralho:


Steve Grimmett, canta tanto quanto come! 



Além desses 5 puta vocalistas tinha muito gogó foda na parada como:

Edu Falaschi (ex-Angra), Doogie White (ex-Rainbow), Dani Filth (Cradle of Filth) e James La Brie (Dream Theater). FORRA!

Pois é...  de tempos em tempos surgem no mundo do Rock oportunidades de emprego dos sonhos. Além dessa procura do Maiden houve a vaga para baterista do Dream Theater (com a saída de Mike Portnoy em 2010) e a vaga para vocalista do Judas Priest ( com a saída de Rob Halford em 1992).

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tio CD conta...


Como David Bowie ficou com um olho de cada cor...


Eu até ontem jurava que o David Bowie tinha um olho de cada cor por utilizar lente de contato. Que nada! A sua aparência foi definitivamente modificada a muito tempo atrás em um incidente nos tempos da escola. Seu olho é "naturalmente" daquele jeito.

Fato era que David Bowie, sempre comedor, estava querendo cercar o frango com uma coleguinha periguete da escola. Mas a garota já tinha uns rolos com um amigo de Bowie, um tal George Underwood.
Para deixar claro para Bowie que a mina já tinha dono, Underwood colocou seu melhor anel "arranca dentes", fechou a munheca, e deu um soco bem no olho esquerdo de David Bowie. O problema é que, além do hematoma, a pupila acabou sendo lesionada. Inclusive David teve que passar por uma cirurgia e ficou 4 meses de molho. Os médicos temiam que ele pudesse perder a visão daquele olho. 
 


Após a fase de recuperação, a visão do futuro Rock Star permaneceu normal, porém houve uma sequela: sua pupila esquerda ficou permanentemente dilatada. Ela perdeu mobilidade. Assim, apesar do músico ter olhos azuis, a pupila sempre aberta de um dos olhos dá a impressão que cada olho é de uma cor. Sem querer esse incidente criaria uma das marcas registradas de David Bowie, que sempre primou pelo visual exótico.

E que fim levou o malfeitor George Underwood? Bem, como eu disse na verdade eles eram amigos, foi só uma lambisgóia que zuou a bela amizade. George queria apenas "dar um toque" no Bowie, a intenção não era machucar pra valer. Tanto que depois que soube do resultado do murro, se arrependeu.

Eles continuaram amigos, e anos mais tarde, quando Bowie já era famoso, chamou George Underwood, que tornou-se desenhista e designer para produzir as capas de alguns de seus álbuns.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tio CD conta...




Como uma groupie do Led Zeppelin foi fudida por um peixe...



O mundo do rock é cheio de histórias de sexo com groupies. Mas certamente a mais bizarra que circula desde os anos 70 é a que fala de uma groupie ruivinha que foi penetrada por um peixe manejado pelo baterista do Led , Mr. John Bonham.

Segundo a história publicada pela primeira vez na revista Hammer of Gods, uma groupie asanhada foi procurar pela banda no backstage, e acabou encontrando o baterista. Se dizendo disposta a fazer “qualquer coisa” que Bonham quisesse, se submeteu a inusitada fantasia do mesmo: eis que John Bonham tirou um peixe (sabe-se lá de onde) e começou a utilizá-lo entre as pernas da bela moça que virou o zóinho.  Acho que ele faltou nas aulas de educação sexual! Alguém tem que falar pra esse cara que aquilo que ele tem pendurado no meio das pernas é pra usar nessas horas!

Mas equívocos a parte, a história seria até acreditável, se não tivesse sido contada por Richard Cole. Para quem não conhece, Cole era o roadie mais louco do Led Zeppelin. Vivia bêbado, drogado, ou louco com o ar mesmo. Era famoso por contar histórias fantasiosas. E foi dele a declaração para a Hammer of Gods.  Então já viu...

Quando questionaram John Bonham (comprometido na época) ele tratou de negar tudo. A patroa deve ter feito o rolo de macarrão cantar em casa! Depois da confusão, Cole tentou remendar e declarou :

“Não foi o Bonzo (John Bonham), fui eu (Richard Cole)... foi um cioba (o peixe safadinho) e aconteceu que a garota era uma ruiva com uma buceta ruiva. E essa é a verdade. Bonzo estava no quarto, mas eu fiz. Mark Stein (vocalista do Vanilla Fudge)  filmou a coisa toda. E ela adorou... Era o nariz do peixe, e aquela garota deve ter gozado umas vinte vezes.”

Até hoje nenhuma ruiva apareceu para assumir a façanha ( “Era eu com o peixe na buceta!”). Mark Stein nem sabe do que estão falando. E esse vídeo também nunca caiu na net. 


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tio CD conta...

 
 
Como um pobre garoto judeu se tornou um Rock Star...
Essa é a história do pequeno Chaim Witz. Nascido em Haifa, em Israel, no ano de 1949, pouco depois do fim da segunda guerra Mundial. Sem prespectiva no seu país, sua mãe se mudou para os Estados Unidos, levando o garoto, então com 9 anos, à grande Nova Iorque. Lá o moleque cresceu. Sua língua cresceu também. Cresceu muito! Mais do que a língua dos coleguinhas de sua idade.

Aprendeu a falar e ler em inglês através de HQs (principalmente as de terror que eram famosas na época). Quando ficou mais velho tornou-se professor primário. A molecada adorava as caretas com língua de fora  do professor Chaim.

O tempo passou e ele conseguiu se naturalizar americano. Tinha como hobby o Rock n Roll e tocava baixo.
Também mudou de nome. Adotou Gene Simmons e com o amigo de colégio Paul Stanley formou em 1973 o KISS!

Sua língua nunca parou de crescer, e assim o miudinho garoto israelense se tornou o maior comedor americano da música, tendo passdo o rodo em 5 mil groupies (segundo ele conta). Deve ter esfolado o brinquedo de tanto usar! Talvez por peso na consciência, anos mais tarde ele viria inclusive a comercializar camisinhas com sua "logomarca".

Mas o mais incrível dessa história eu ainda acho que é o fato dele ter sido PROFESSOR PRIMÁRIO! 







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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tio CD conta...





como Dio inventou os chifrinhos do Metal:


Junto com os vastos cabelos, o número 666, e o pentagrama, um dos símbolos mais característicos da cultura Metal é o Satan Fingers (os populares chifrinhos, feito com a mão).

A coisa dos chifrinhos é tão antiga quanto o Heavy Metal. Mas como surgiu essa parada? Quem teve essa idéia? Pois o tio CD vai contar para você.

Lá por volta dos anos 50, quando nem se imaginava um som chamado Metal, quando o Rock ainda era Bill Halley, uma família italiana morava nos Estados Unidos. Dentre eles tinha um molequinho nanico, feio de doer, chamado Ronald James Padavona, ou Ronnie como o chamavam.

Pois bem, esse moleque seria no futuro um dos ícones do Heavy Metal: Ronnie James Dio! Mas naqueles tempos ele era só um guri feio mesmo. Ia demorar para ele ter o vozeirão que o consagrou.

Quando era pequetucho, o Ronniezinho curtia passear de mãos dadas com a vovó. Agora tu imagina a vó do Dio! Devia ser a Nona do Inferno! Mas tudo bem... lá iam os dois passear, ver os pássaros, as flores, comprar frutas na feira italiana.

Claro que todo mundo olhava quando eles passavam. Não tinha como. Aquele piá mais feio que o Dee Snyder maquiado feito puta em dia das Bruxas junto com aquela véia mais estrebuchenta que macaco matado a soco chamavam a atenção para caceta.

A vovó do metal quando sentia aquele olho gordo em cima, erguia a mão e fazia o Satan Fingers para o esmilinguido. Claro que naquele tempo a parada não tinha ainda esse nome. Vendo aquilo o pequeno Ronnie perguntou para a Nona o que era aquele chifre que ela fazia com os dedos. A véia explicou que:

_Quando um corno maledeto ficar te encarando meu filho, você faz esse símbolo para ele. É para espantar o mal olhado!


E desde então o Ronnie não parou de apontar os chifrinhos para tudo quanto é lado. Não foi ele que inventou, mas foi ele que associou o Satan Fingers ao estilo musical mais massa de todos os tempos.



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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tio CD conta...


Tio CD conta... como Little Richards se converteu e largou o Rock n Roll :


Nos idos de 1957 um dos artistas mais Rock n Roll que existia era o incrível Little Richards. Naquela é poca ele já tinha fama de Rock Star e aproveitava da situação: era muita manguaça, drogas e curtição.

Mas Richards carregava um certo peso na consciência: de criação extremamente religiosa, descobriu o gosto pela música cantando gospel em corais de igrejas protestantes. Então lá no fundo, o seu lado religioso, dizia que era errada propagar a música do capeta, o tal Rock n Roll.

Então em um de seus devaneios, cheio de goró na cachola, Little Richards estava em seu avião e desafiou Deus a mandar-lhe um sinal caso fosse de Seu gosto que ele parace com o Rock.

E não é que Deus respondeu? Richards não pode acreditar no que viu, e chamou outras pessoas para conferir na janela se não era coisa da cachaça: um sinal muito brilhante no céu, como uma estrela cadente, mas que ao invés de cair subia! PUTA MERDA!

Richards não pensou duas vezes. Parou de beber, fumar, se drogar e tocar. Se converteu ao protestantismo e passou a se dedicar ao estudo da Bíblia.

A dedicação de Richards durou algum tempo, até o mundo todo decobrir o que era o tal sinal no céu: se tratava do Sputnik, o primeiro satélite a ser lançado pelos soviéticos.

O sinal divino não passava de uma máquina que os homens mandaram para o espaço. Richards mandou para o espaço também a história de religião e voltou a encher a cara e fazer o bom e velho Rock n Roll.

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Tio CD conta...

Tio CD conta.... o dia em que Jerry Lee Lewis quase saiu no soco com John Lennon:


Isso foi nos idos de 1970, quando os Beatles estavam no auge de sua fama (apesar de estarem próximos do fim). O lugar era Los Angeles. Lá existia um famoso clube Rock n Roll chamado Roxy. Lugar pequeno, para shows intimistas, mas frequentado por celebridades.

Naquela noite em especial quem estava no palco era o lendário Jerry Lee Lewis e seu piano flamejante. Para aquela apresentação foram convidados apenas os tops: produtores musicais, músicos de renome, presidentes de gravadoras. Nas guitarras estava Rory Gallagher, convidado e amigo do pianista.

Tudo ia muito bem, Jerry detonava no piano, quando um cliente inesperado apareceu: era John Lennon, que chegou, não falou com ninguém, e sentou-se ao balcão pedindo uma bebida qualquer.

Claro que ele não passou despercebido. As pessoas começaram a cochichar, e a cercar o Beatle, que protegido por seguranças, fazia de conta que nada acontecia, e continuava acompanhando a performance de Lewis.

O problema é que a coisa tomou tamanha proporção que, a um dado momento, ninguém mais estava assistindo o show, todos queriam ver, falar, pedir autógrafo para Lennon.

E percebendo o tumulto ao redor do inglês, Jerry Lee Lewis ficou puto! O cara não era conhecido por sua paciência e calma. Ficou mais nervoso que o Jeremias tomando leite com Nescau.

Com a cara vermelha de tanta raiva, o pianista roqueiro pegou o microfone e começou a disparar um monte de ofensas contra os Beatles, olhando para o balcão onde estava Lennon.

_ A música que eles faziam era uma merda! ---gritava Lewis.

O povão já viu que ia começar a baixaria e não arredou pé do lugar, apesar de já parecer claro que o show tinha acabado por ali...

Lennon levou a situação na brincadeira. Era grande fã de Jerry, e não queria causar confusão, apesar de sua simples presença ter tumultuado o lugar.

Entrando na brincadeira ele subiu no balcão e gritou de volta para Lewis:

_ É mesmo! Os Beatles eram uma bosta cara! --- e o povo em volta caiu na risada.

O problema é que do palco Jerry Lewis não ouviu o que John disse. Ele apenas VIU o corno do inglês ficando em pé, subindo no balcão, apontando para ele e falanda alguma baboseira e depois caindo na risada junto com o pessoal que o cercava: para o americano estava claro que Lennon tinha dito SEU VIADO DA PORRA! VAI TOMAR NO CÚ TRANQUILO!

Aí o povão viu que a parada ia esquentar... Jerry ficou enfurecido, quebrou o piano e teve que ser contido pelos roadies e membros da banda que o levaram para o camarim.

E depois de toda a confusão, Rory Gallagher resolveu ir ao camarim ver como estava o amigo. O irmão de Rory que estava com ele quis impedí-lo:

_ Tá loco véio! Ele está mais puto que o Hulk quando leva um chute nos bagos! Deve estar quebrando tudo lá no camarim! É uma péssima idéia entrar lá!

Mas Gallagher insistiu, e por precaução não foi sozinho: entraram ele, o irmão e mais o segurança dele. Quando abriram a porta encontraram Jerry Lee Lewis sozinho, sentado, e de cabeça baixa. O cara ainda bufafa como um touro bravo de tanta raiva!

Todos se entreolharam: estava todo mundo cagando de medo. Isso porque Lewis tinha o péssimo hábito de andar armado. Ninguém sabia se ele estava com a arma naquele momento ou não.

Gallagher com o cú piscando, sentou-se silenciosamente ao lado do músico, traçou mentalmente o que dizer (do tipo "calma meu" ou "nem esquenta") e quando foi abrir a boca para consolar o amigo, algo surpreendente aconteceu.A porta do camarim se abriu e lá estava John Lennon!

Eu pagaria uma nota para ver a cara de Rory Gallagher e Jerry Lewis nesse exato instante. Rory deve ter feito uma cara do tipo "agora um vai morrer" com os olhos arregalados. E o Lewis deve ter feito uma cara do tipo "agora vou matar esse inglês desaforento" com sangue no zóio!

Seguiu-se um silêncio infernal. Ninguém se mexeu nem falou nada. John Lennon deve ter pensado que era certo pedir desculpas, mas deve ter se arrependido ao ver a tensão que estava no camarim.

E então, dos 5 presentes na sala, quem resolveu falar e fuder de vez com tudo foi o segurança de Rory, que se atirou de joelhos aos pés do Beatle e começou a chorar igual uma criança, beijando a mão de Lennon:

_ Por muitos anos eu esperei para conseguir um autógrafo do Rei do Rock n Roll --- disse o brutamontes.

AGORA NÓIS TUDO VAI MORRÊ ! MERDERÔ DE VEZ A PORRA TODA.... devem ter pensado os demais. Dava para ver a veia saltando no pescoço vermelho de Jerry Lee Lewis. O homem já estava soltando faísca pelos olhos.

Percebendo que ia dar merda, e que nem a Yoko Ono poderia salvá-lo nesse momento, Lennon autografou um papel para o segurança, e na sequência tirou um pedaço do mesmo papel e para a surpresa geral, repetiu o gesto do segurança: ajoelhou-se aos pés de Lewis, beijou a sua mão e repetiu a mesma frase que ouvira:

_ Por muitos anos eu esperei para conseguir um autógrafo do Rei do Rock n Roll. -- disse sorrindo. Nesse momento o pianista já tinha se derretido todo...

_ Eu quero dizer que foi você que tornou possível eu ser uma estrela do Rock. -- completou Lennon. O ódio de Lewis quase se transformou em lágrimas.

E ficaram conversando como se nada tivesse acontecido.



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tio CD conta...




Como surgiu a loira do banheiro:

Nos anos 70 era mais fácil assustar a molecada. E uma das histórias mais assustadoras que contavam era da loira do banheiro. Hoje em dia é carne de vaca e o que assusta mesmo é o gosto musical dessa juventude Restart.

Mas antigamente era foda! Pergunte para seus pais que com certeza eles vão te contar que era um cagaço entrar em um banheiro escolar mal iluminado nos anos 70!

Conta a lenda que a tal loira era uma estudante, de notas medianas, mas do tipo gostosinha que ficava biscateando no pátio do colégio. Certo dia ela estava fumando um no pátio e avistou a diretora vindo. Para fugir do flagrante a tal loira se escondeu no banheiro. Fechou-se em uma das cabines e (burra pra caralho) subiu na privada. E lugar de dar merda é na privada mesmo!

Ela escorregou, caiu, e bateu com a cabeça no vaso sanitário. Foi-se a biscate! Como morreu na merda sua alma nunca sossegou! Desde então ela assombra tanto os banheiros masculinos quanto os femininos. Não se sabe bem ao certo o que ela faz com os meninos: não sei se rola um susto ou um boquete. Mas fato é que ela é um espírito invejoso, se uma mina fica tempo demais se produzindo no espelho da escola, a loira logo aparece para tretar tudo! Concorrência com piranha do além não dá!


Tio CD conta ... como invocar a loira do banheiro:

Dizem que existe três maneiras de chamar a entidade vadia para um algo mais....

1- Entre no banheiro da escola, apague as luzes e feche a porta. Vá até a última cabine e também se feche lá dentro. Então você vai pagar o mico de dar três pulinhos, falar três palavrões e dar três vezes a descarga. Com um pouco de sorte, na hora que você abrir a porta da cabide, vai dar de cara com a loira boqueteira.

2- Outra versão é mais trash, incluindo reza (WTF ?!) e ainda descabelar uma loira qualquer pela rua: corte uma mecha de cabelo loiro de alguma bitch por aí. Vá ao banheiro da escola, abra todas as torneiras, aperte 3 vezes a descarga da privada do meio e depois reze 3 pais-nossos de olhos fechados. Quando você abrir os olhos verá o reflexo da loira no espelho, pronta para o "to finks".

3- E em último caso se tudo isso falhar, se tranque na última cabide, dê 3 muros na porta, 3 chutes na privada e chame 3 vezes pela loira. Na hora que você abrir a porta vai encontrar a alma penada pronta para o rosc-rosc.


Do jeito que o povo anda necessitado nem espírito do além túmulo estão perdoando mais. Se for uma alminha jeitosa vai pra pica também!

Boa sorte com a loira moçada


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domingo, 20 de novembro de 2011

Tio CD conta...




O famoso Necronomicon, ou Al Azif (segundo o nome original árabe) seria um famoso livro escrito em Damasco, Síria, por volta de 730 d.C. O autor seria o pouco conhecido e encapetado doidão Abdul Alhazed, que teria compilado nessa obra uma série de encantamentos e magias. O livro ficou conhecido como "Livro dos Mortos" devido a possibilidade de invocação de espíritos a partir de suas páginas. Caceta!

A partir desse ponto temos duas historinhas... uma que diz que o Necronomicon é real e outra que diz que ele nunca existiu. Escolha a sua favorita:

Tio CD conta como Lovecraft CONSEGUIU o Livro dos Mortos:

O escritor Howard Philip Lovecraft, famoso por suas obras fantásticas, estudava profundamente sobre ocultismo e o sobrenatural, e nesses estudos acabou descobrindo sobre o famoso livro com capa em pele humana que compilava fórmulas mágicas e encantamentos de magia negra: o Necronomicon.

H. P. Lovecraft também descobriu que talvez houvesse apenas três exemplares do misterioso livro. Um na biblioteca da Universidade de Miskatonic em Arkhan, outro na Biblioteca Britânica, em Londres, e o último na Biblioteca Nacional da França. Ao menos esses foram os três últimos vistos depois que o livro foi traduzido para Latim, e, uma vez revelado seu terrível conteúdo, por ordem do Papa Gregório IX, todos os exemplares foram queimados.

Depois de um tempo até mesmo esses três livros restantes desapareceram, e em seguida reapareceu apenas um e em mãos macabras: dizia-se que nos idos de 1930 Aleister Crowley possuía o único exemplar do Necronomicon (possivelmente furtado de uma dessas bibliotecas). Crowley era famoso e polêmico devido aos seus estudos sobre magia, ocultismo e satanismo, fundador da Ordem da Aurora Dourada, uma seita cabulosa da qual ele era guru e que o Raul Seixas curtia pacas!

Mas a loucura de Crowley era tanta que nenhuma mina aguentava muito tempo do lado dele. E foi aí que o Lovecraft vislumbrou a possibilidade de conseguir o último Necronomicon. Contam que a mulher de Crowley na época caiu nas graças do Lovecraft, ao ponto de abandonar o bruxo para ficar com o escritor. Lovecraft passou o rodo e deu fatality!

E como prova de amor (não se sabe se a pedido de Lovecraft) ela furtou o Livro dos Mortos e entregou para H.P. Não precisa dizer que o satanista ficou furioso. Nessa hora deve ter invocado até o Eddie para a treta!

A parada foi tão macabra que, com medo de perder o pinto e a vida (vai que o Mr. Crowley tinha alguma macumba para broxar), Lovecraft manteve o livro em sua posse mas passou a negar compulsivamente que o possuía e mesmo que existia.

Em mais de uma ocasião Lovecraft afirmou que o Necronomicon nunca existiu, era uma invenção literária recorrente de sua obra e nada mais. Uns acreditam e outros não. Mas fato é que nas várias obras de Lovecraft às referências ao antigo livro são inúmeras e muito detalhadas, como se ele escrevesse com o próprio Grimório ao lado.



Tio CD conta como Lovecraft INVENTOU o Livro dos Mortos:

Uma análise calma sobre o Necronomicon e o caro leitor vai notar que, apesar de supostamente ser um livro místico antigo de mais de 1200 anos, as referências a ele aparecem apenas no século passado justamente na obra de Lovecraft. Tudo o que se falou sobre Necronomicon veio DEPOIS de Lovecraft.

Antes nunca ninguém tinha falado sobre o tal livro. Mas o autor H.P. Lovecraft é tão convincente em sua abordagem sobre a obra (apesar dele próprio mencionar que o livro não existe) que convenceu geral uma moçada da loucura.

A coisa chegou a tal ponto que as pessoas escreviam para ele para perguntar sobre o Necronomicon e chegaram a fundar seitas como a Ordem Rosa Mística embassadas no Necronomicon assim como o Cristianismo é embassado na Bíblia. Caraio!

Foi questão de tempo para começarem a surgir alguns exemplares "autênticos" do Necronomicon. Outros como o italiano Frank Ripel, apresentou seu livro La Magia Lunar que trazia a tradução do verdadeiro Necronomicon, que segundo ele teria mais de 4 mil anos.

A quem chegue a crer que todas as entidades e encantamentos citados no Necronomicon são reais. É muita dorga na cabeça manolo!



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tio CD conta...

Como Frank Zappa era azarado:



O grande músico e compositor Frank Zappa tinha seus altos e baixos. E com certeza em baixa mesmo estava sua turnê de 1971. Foi tenso a parada!
O primeiro lance de azar foi durante uma apresentação em Montreux, na Suíça. O show rolava legal, todo mundo animado, inclusive com os caras do Deep Purple na platéia... Eis que algum manezão, Resolve soltar um rojão, desses de festa junina, com três tiros. Ok, ok! Legal.... se o lugar fosse ABERTO SUA ANTA!
O show era em um espaço fechado, dentro de um teatro. O rojão pipocou no teto e incendiou o lugar! O Ian Gillan deve ter gritado fino nessa altura:
“Caraca mano! Nóis vai morrê!”
Ritchie Blackmore deve ter se cagado: “Fruta merda! Vão queimar minha rosca!”
O teatro todo, junto com os equipamentos da banda, se perdeu. Foda! Nem tudo foi preju, pois o episódio serviu de inspiração para a música mais famosa do Deep Purple: Smoke On The Water (isso porque o teatro ficava a beira do lago Genebra).
Mas Frank Zappa não se abateu: alugou novos equipamentos e continuou sua turnê. E umas apresentações mais tarde nova merda aconteceu. Com seu sexy narigão, Zappa causou uma boa impressão numa mina da platéia. Mas a garota tinha namorado. E o puto era ciumento.
O corno manso conseguiu subir no palco, e , enquanto Frank solava, ele foi empurrado para fora do palco. À frente do palco havia um fosso para orquestra. Zappa caiu e deu mal jeito no pescoço e quebrou uma perna.
Depois dessa onda de azar a turnê foi cancelada e sua banda Frank Zappa and The Mothers of Invention se desintegrou.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tio CD conta...

Inaugurando nova sessão!

Tio Cd conta...

Como surgiu o Vahalla:

Valhalla segundo a mitologia nórdica era o lugar para onde os guerreiros vikings iam parar depois de abotoar o paletó de madeira.

A fofoca rolava solta em Asgard, terra dos Deuses. E algum boca aberta tinha dito a Odin que todos os seus filhos e guerreiros seriam mortos.

Puto da cara, Odin queria descobrir se aquilo era verdade ou não. Só quem podia confirmar a história era a Deusa Freya (boazuda mas fofoqueira). Mas a mina era casca grossa. Não abria a boca nem a pau! Na verdade abriu... e foi a pau mesmo.

Odin todo sedutor e gostosão na sua Harley, chegou para a Freya e disse: “Mina, agora tu vai contar o que sabe ou vou te foder até o talo! E não vai adiantar gritar freia! (péssima essa!)”

Demorou para a deusa falar.... depois de muito levar ferro ela disse que o boato era verdadeiro. Dessa fuderança de Odin com Freya nasceram nove filhas, as chamadas Valquírias.

Como a porra toda ia descambar, Odin resolveu preparar um lugar para receber os que iriam morrer. Mandou que uma das Valquírias organizasse a construção de um palácio para receber os guerreiros.

As demais Valquírias, sempre gostosas e montando cavalos alados, recolhiam os guerreiros mortos em batalha para levá-los ao Valhalla.

O palácio foi construído em Asgard. Era financiado pela caixa em 30 anos. Mas era muito melhor que um condomínio da MRV. Os guerreiros protegiam o palácio, sendo que durante o dia treinavam técnicas de batalha e enchiam o pandú com banquetes formidáveis. E durante a noite rolava a putaria, era bundalêlê para lá e para cá.

Odin sabia como receber a galera depois da morte!

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